Canal criado por itabirano sobre bullying e racismo estreia nesta segunda
O programa “No sofá com Otávio Augusto” estará disponível no YouTube a partir das 19h


Estreia nesta segunda-feira (20), o canal “No sofá com Otávio Augusto”, criado pelo itabirano de 14 anos, Otávio Augusto Pinheiro Pereira. Os vídeos feitos pelo adolescente tem como proposta discutir bullying e racismo por meio das redes sociais. A primeira produção estará disponível no Youtube a partir das 19h. Para dar início ao projeto, o adolescente convidou a Diretora de Promoção da Igualdade Racial de Itabira, Maria Helena Primo, para abrir o debate.
“Eu escolhi esta convidada porque ela já sofreu racismo e o filho dela também. Nada melhor do que uma pessoa que lutou e que luta contra o preconceito para falar sobre o assunto”, afirma Otávio Augusto.
No total, o quadro “No sofá com Otávio Augusto” terá 8 vídeos, com duração de até 20 minutos. Os interessados em acompanhar o projeto precisam se inscrever no canal clicando aqui. Confira a prévia do primeiro vídeo:
Preconceito
O youtuber, cantor e influenciador digital conta que sempre teve vontade de fazer a diferença. Ele afirma que o projeto tem como proposta conscientizar sobre as diversas formas de preconceito e, ainda, dar coragem para que as vítimas denunciem tal violência.
“Eu procuro conscientizar de uma maneira mais moderna, que chame a atenção de todos, e desperte o interesse. Nada melhor do que colocar um jovem para falar sobre o preconceito para combatê-lo”, ressalta o adolescente.
O garoto ainda relembra que já sofreu racismo e que por isso reuniu forças para ajudar mais vítimas.
“Teve uma vez, em uma escola que estudei, que a professora pediu para que fizéssemos uma pintura retratando as mães. Eu pintei a minha na cor marrom. Assim, a professora falou para mim que aquela cor era feia e pediu para que fizesse outro. Na época, eu comecei a achar que era feio ser negro”, relembra Otávio.
Apesar disso, Otávio Augusto confirma que conseguiu superar a “ferida” com o acolhimento da família. “Minha família me ensinou a me amar, a amar a minha cor e eu decidi lutar por isso”, disse o adolescente.
Vakinha
Sem muitos recursos para continuar com as produções audiovisuais, o garoto fez uma Vakinha Online para conseguir ajuda e manter o projeto. Para ajudar Otávio Augusto é só clicar no link.