Carro preto gasta mais combustível porque esquenta mais
Carro preto está na moda e, para o mercado de luxo, a cor é chique. "Black significa sofisticação sem ser muito exuberante", considera Richard Hartzell, executivo da Mastercard Black. Lindo por fora, quente por dentro: quando exposto ao sol por longas horas, a divergência térmica num carro preto exige mais do bolso do proprietário. Ele […]
O chefe de oficina da concessionária Honda Banzai, Keyller Vieira, também defende a relação entre consumo de combustível e cor do veículo. "Por teoria, as cores claras refletem a luz. O carro vai ficar mais frio, o ar-condicionado e o compressor trabalham menos, por consequência o motor do carro vai funcionar mais livre, com economia de combustível", defende. Dos 70 Honda Civic vendidos, por mês, na Banzai, em média 20 são da cor prata, 20 são pretos e o restante são variações como dourado, cinza steel, verde e grafite.
"A pessoa escolhe primeiro o modelo e depois, a cor", explica Vieira. A palavra final na hora de escolher a cor não é nem do homem nem da mulher. "Os dois escolhem a cor e sempre com a seguinte pergunta: qual dá menos trabalho?", conta. Para o chefe de oficina, preto é o mais bonito, mas também é o que dá mais trabalho. "A poeira aparece mais rápido", admite. Renato Agripino arrisca até mesmo a diferença na sensação térmica de quem tem um carro branco ou cinza para o preto. "O choque térmico é de 10% a mais para quem tem carro de cor escura", afirma. Ele mesmo conta que já teve carro azul escuro, mas sofria com o calor interno toda vez que deixava o veículo no sol. Com uma média de atendimento de oito carros por dia, o dono de oficina mecânica tem percebido, nos últimos anos, um aumento do número de carros pretos. "Mas a preferência ainda é o prata", observa.
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