Classes C e D turbinam consumo de energia no Brasil

O atual ritmo de crescimento da demanda de energia no Brasil e no Paraguai vai exigir dos dois países uma antecipação dos investimentos em novas fontes de produção para atender ao consumo crescente. Dados da Empresa Brasileira de Energia (EPE) apontam para um aumento do consumo brasileiro na casa dos 7%, percentual bem acima dos […]

O atual ritmo de crescimento da demanda de energia no Brasil e no Paraguai vai exigir dos dois países uma antecipação dos investimentos em novas fontes de produção para atender ao consumo crescente. Dados da Empresa Brasileira de Energia (EPE) apontam para um aumento do consumo brasileiro na casa dos 7%, percentual bem acima dos 3% ou 4% previstos anteriormente pelo setor. Se essa expansão se mantiver nos próximos anos, observa o diretor-geral brasileiro da usina binacional de Itaipu, Jorge Samek, será necessário construir o equivalente a uma Itaipu a cada dois anos.

Segundo ele, a expansão do consumo ocorre também no Paraguai. A ascensão das classes D e E, segundo o executivo de Itaipu, que passaram a adquirir eletrodomésticos antes só usados pelas classes A e B, é a principal causa dessa alteração “profunda” nos níveis de consumo. Com renda em alta e preços em queda, o consumo desses aparelhos já está fazendo a diferença na demanda por energia. “Os eletrodomésticos se popularizaram com a queda nos preços. Muitos aparelhos que eram exclusivos da classe alta chegaram ao consumidor popular, como o ar condicionado que hoje pode ser comprado em 10 prestações de R$ 60.” Samek afirma que isso afeta profundamente a demanda de energia.

China na área

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem a compra de sete concessionárias de energia elétrica pela chinesa State Grid International Development Limited. O negócio, avaliado em R$ 3,1 bilhões, foi anunciado em maio. O grupo chinês adquiriu o controle das concessões comprando participações das empresas Abengoa, Elecnor, Isolux e Lintran. Os chineses passaram a controlar as concessões de transmissão Serra Paracatu, Ribeirão Preto, Poços de Caldas, Serra da Mesa, Itumbiara, Expansión Transmissora Itumbiara Marimbondo e Expansión Transmissão de Energia Elétrica, que, somadas, possuem linhas de 3.060 quilômetros de extensão. (Com agências)