Com a bola toda

Vinícius Araújo: jovem habilidoso já se destacava nos gramados aos três anos

Com a bola toda

O ano de 2013 está sendo mais que especial para um jovem monlevandense. Com apenas 20 anos, Vinícius Araújo realiza um sonho que é compartilhado por milhares de meninos de todo o Brasil: tornar-se jogador profissional. Formado na categoria de base do Cruzeiro, foi artilheiro da equipe sub-20, em que mostrou a todos a que veio.

O brilho e a temporada marcante chamaram a atenção não apenas dos torcedores da nação Azul Celeste, como também do treinador Marcelo Oliveira. Vinicius passou a integrar o elenco profissional do clube, estreando no dia 6 de fevereiro, no estádio do Mineirão, na vitória por 2 a 0 sobre o América-TO, pelo Campeonato Mineiro. Ele substituiu Anselmo Ramon aos 27 minutos da etapa complementar.

Filho mais velho do casal Rose Vasconcelos, 40 anos, pedagoga e Hélio Araújo, 42 , mecânico, irmão da pequena Bianca, de 1 ano e 4 meses e de Gustavo Vansconcelos Ferreira de Araújo, 16, desde criança teve contato com a bola, por meio do pai, que tentou ser jogador profissional.

Segundo Rose, o filho sempre foi muito habilidoso e com três anos de idade já se destacava em jogos. Aos 5 anos, foi colocado pelos pais em uma escolinha de futebol em João Monlevade e desde então vem trilhando o caminho do esporte.

Iniciando no futsal, foi aproveitando as chances que a vida lhe deu. “Sempre acompanhei meu pai nos jogos dele e desde pequeno gostei muito de futebol. Tudo para mim era uma bola. Comecei no futebol de salão, e fui para Belo Horizonte estudar e jogar em um time de futsal. Esse colégio entrou em um campeonato de campo e fomos para a semifinal contra o Cruzeiro na Toca da Raposa. Ganhamos o jogo de 2 a 0.  Fiz os 2 gols do jogo e a partir daí recebi o convite para integrar a categoria de base do Cruzeiro, com 14 anos”.

Ele ressalta que ter estreado no time profissional do Cruzeiro, foi a realização de um sonho de toda a família. “Passa um filme desde a infância, de quando era menino e brincava de jogar bola em João Monlevade e de tudo que passei até chegar aqui. Não é um sonho só meu, mas também do meu pai, que tentou ser jogador de futebol e não conseguiu”.

O apoio da família é um dos destaques que o monlevadense atribui a sua carreira. Presentes, os pais sempre vão a Belo Horizonte, para incentivar e passar confiança ao filho e no jogo de estreia não foi diferente. “Ele é um menino muito esforçado, que luta pelos objetivos. É dedicado e sempre sonhou em ser um jogador profissional. Estamos muito orgulhosos”, diz Rose.

Mostrando talento com a bola nos pés e agilidade como atacante, balançando as redes do adversário, o jovem demonstra amadurecimento e simplicidade ao falar das mudanças em sua carreira. “Acredito que no profissional é mais fácil de jogar, tem mais espaço. Na base todos querem mostrar o seu futebol para subir. Claro que no profissional tem a pressão, a cobrança da torcida, mais o jogador tem que saber conviver com isso. Fui muito bem recebido pelos jogadores e estou muito feliz”.

Em se tratando de cobrança da torcida, o jogador parece ter agradado e viveu uma emoção que muitos profissionais com anos de estrada ainda não tiveram: ter o seu nome ovacionado pelos torcedores. “Esse momento vai ficar marcado na minha vida”, enfatizou.

Vinícius está ciente de suas responsabilidades e da pressão que um jogador de um time profissional sofre. O objetivo é conquistar o seu espaço como titular no ataque do Cruzeiro. Para isso, ele diz não existir outra forma que não seja muito trabalho. “O Cruzeiro tem excelentes atacantes. Vou respeitar os meus companheiros, mas buscar meu  espaço na equipe, me dedicando nos treinamentos, tendo seriedade, comprometimento e treinando bastante. Tenho certeza de que o Marcelo e a sua comissão estão observando todos os detalhes”.

Os outros atacantes que compõem o time do Cruzeiro são, Anselmo Ramon, Borges, Dagoberto e Luan.

Quando o assunto são os próximos passos a dar na vida, Vinícius diz pensar muito no presente, mas ao mesmo tempo tem grandes objetivos quanto ao futuro, como se firmar no Cruzeiro, conquistar sua vaga como titular e por que não chegar à Seleção Brasileira?

Para este ano que já começou com o pé direito, ele espera que a  nação Celeste tenha muitas conquistas e como todo atacante que se preze que consiga balançar a rede dos adversários muitas vezes. □

Com a bola toda

  Há um ditado popular muito usado que anuncia: “quem quer faz e quem não quer arranja desculpas”. Nada melhor para descrever a situação da Liga Itabirana de Futebol Amador (Lifa). Por dois anos a bola não rolou pelo Campeonato Amador por causa de imbróglios envolvendo o Ministério Público, a Prefeitura, o Conselho Municipal do […]

Com a bola toda

 

Há um ditado popular muito usado que anuncia: “quem quer faz e quem não quer arranja desculpas”. Nada melhor para descrever a situação da Liga Itabirana de Futebol Amador (Lifa). Por dois anos a bola não rolou pelo Campeonato Amador por causa de imbróglios envolvendo o Ministério Público, a Prefeitura, o Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente e a entidade esportiva. Porém, com o novo presidente, Samuel Carlos de Pádua, a competição finalmente voltou a acontecer. Tudo resumido a uma palavra: iniciativa.
 
Samuel foi eleito no final do ano passado com apoio massivo dos presidentes dos clubes amadores de Itabira. Teve 17 votos favoráveis e apenas cinco contrários. Começou a trabalhar no início de 2012 com uma missão: colocar a entidade nos trilhos, o que significava voltar o Campeonato Amador. A competição ficou parada por dois anos porque a diretoria anterior entendia que não era necessário filiar a entidade junto ao Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente, o que era uma exigência do Ministério Público para que houvesse o repasse da verba anual da Prefeitura. O argumento era de que sem o dinheiro do município, não dava para fazer o campeonato.
 
O novo presidente indicou que iria filiar ao Conselho, mas um novo problema surgiu. Com o ano eleitoral, a Prefeitura não pôde renovar convênios que não estivessem em andamento. Por causa dos dois anos sem o campeonato, o contrato entre a Lifa e o município se perdeu. “Eu tinha a promessa de realizar a competição mesmo sem o dinheiro da Prefeitura. Foi uma oportunidade de superar desafios. Mobilizamos a diretoria, os presidentes de clubes e conseguimos”, conta Samuel. A Lifa levantou verba com eventos e por meio de patrocínio da empresa MD Predial.
 
A construtora doou as bolas e todo o uniforme dos 25 clubes que disputam a competição, agora chamada de Copa MD Predial de Futebol Amador de Itabira. A parceria foi anunciada em uma entrevista coletiva e comemorada pelas direções das duas partes. 
 
“O Amador de 2012 é um divisor de águas dentro do cenário esportivo de Itabira. Precisamos acabar com a dependência exclusiva do dinheiro do município e trazer a iniciativa privada para colaborar. É claro que a verba da Prefeitura é necessária, mas não podemos ficar presos a isso”, comenta o presidente da Lifa.
 
Todo o esforço deu certo. A bola voltou a rolar pelo Amador de Itabira. As primeiras competições foram nas categorias Junior e Máster. Na primeira, o título ficou com o Vila Nova e entre os mais velhos o caneco foi para o Campestre. A categoria principal teve início no feriado de Sete de Setembro. “Tivemos dificuldades, trabalhamos muito. Tudo isso é o resultado do esforço de toda a diretoria da Lifa e dos dirigentes dos clubes, que confiaram e abraçaram a causa. Estou muito feliz e agradeço também a empresa patrocinadora”, disse Samuel Carlos antes do pontapé inicial da competição, dado pelo diretor da MD, Victor Barbosa.
 
“Os grandes responsáveis pela realização do Campeonato Amador são os presidentes de clubes. Se eles não tivessem confiado em mim, nada seria feito. Eles acreditaram e ajudaram em tudo que era necessário”, diz Samuel, compartilhando o mérito. “Os campos cheios são a mostra de que tudo que fizemos não foi em vão. É muito satisfatório ver nas arquibancadas que todo esforço valeu a pena”, diz.
 
Outro ditado popular também bastante usado afirma que “a união faz a força”. Dentro de campo, um grupo unido costuma sempre resultar em vitórias. E a nova Lifa é um exemplo que isso também funciona fora das quatro linhas. O resultado não poderia ser outro: gol de placa!