Conta de luz deve subir menos que a inflação, diz Cemig

O reajuste nas tarifas de energia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) previsto para abril pode ser menor do que o aumento médio praticado no ano passado (6,21%). A alta nas contas de luz não deve ultrapassar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que encerrou 2009 com elevação de 4,31%, conforme […]

O reajuste nas tarifas de energia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) previsto para abril pode ser menor do que o aumento médio praticado no ano passado (6,21%). A alta nas contas de luz não deve ultrapassar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que encerrou 2009 com elevação de 4,31%, conforme afirmou o diretor de finanças, relações com investidores e controle de participações da estatal, Luiz Fernando Rolla.

“O que deve o que deve ocorrer no máximo é o repasse de inflação”, disse o executivo, durante entrevista para divulgação do resultados da empresa em 2009. O aumento da tarifa será aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e deverá ser aplicado aos 6,7 milhões de consumidores em 774 municípios mineiros. O reajuste entre em vigor a partir de 8 de abril.

 
Em 2010, os investimentos da Cemig devem somar cerca de R$ 3 bilhões, incluindo o programa Luz para Todos, que vai abocanhar R$ 800 milhões desse montante, além do programa básico, que inclui geração, transmissão e distribuição. “Não precisamos captar recursos para esses investimentos. O nossa caixa garante isso (esses recursos”, declarou Rolla. Segundo dados da Cemig, o total disponível em caixa chega a R$ 4,4 bilhões., o que possibilitaria a execução do planto diretor da empresa.

Rolla também não descartou investimentos em novos países da América do Sul. A companhia energética que começou a operar no Chile, dando o primeiro passo para internacionalização de seus negócios, pode buscar novas oportunidades no continente latino americano. “Países que tem o setor elétrico estruturado pode ser sim alvo de novos investimentos”, projetou. No entanto, o executivo afirmou que construções de novas hidrelétricas no estado estão engessadas. “Só podemos construir quando o governo federal coloca em licitação. O que visamos é a construção de usinas PCHs no estado”, disse.

O lucro líquido da estatal no ano passado, conforme adiantado pelo Estado de Minas quarta-feira, foi de R$ 1,8 bilhão. Na quinta-feira, durante a divulgação do resultado de 2009, a Cemig afirmou que, depois dos ajustes, o valor subiu para R$ 2 bilhões, crescimento de 15% sobre 2008. A companhia creditou o resultado financeiro melhor às aquisições dos ativos da Terna e da Ligth. “E vamos investir em novos ativos, novas instalações. A Terna e a Ligth serão veículos de crescimento e fazem parte da seleção de novos projetos”, explicou Rolla. Segundo ele, na estrutura das novas empresas adquridas pela Cemiga, a estatal mineira terá participação minoritária. “O que vamos fazer é a gestão operacional das empresas. Vamos aplicar conhecimento na gestão dos ativos para expansão das companhias”, declarou o executivo.