Corpo de Bombeiros encontra corpo de rapaz no Rio das Pacas 12 horas após afogamento

Erick Rafael comemorava aniversário e morreu afogado

Corpo de Bombeiros encontra corpo de rapaz no Rio das Pacas 12 horas após afogamento
O corpo do itabirano Erick Rafael Reis, de 23 anos, que desapareceu na tarde desse domingo, dia 13, enquanto nadava no Rio das Pacas, em Santa Rita de Pacas, no distrito de São Gonçalo do Rio Abaixo, foi encontrado na manhã dessa segunda-feira, dia 14, por volta das 9h50, pelos Bombeiros Militares de Itabira.
 
Erick e dois amigos que fazem aniversário em datas próximas comemoravam mais um ano de vida em um sítio, quando aconteceu o incidente. No momento do afogamento, pelo menos 40 pessoas estavam no local.
 
De acordo com o cabo dos Bombeiros, Marcos Augusto de Souza, ainda no início da noite de ontem, uma busca foi feita no rio, mas devido à baixa visibilidade, a operação teve que ser suspensa. A procura foi retomada nesta manhã, por volta das 8 horas, sendo o corpo localizado após 12 horas do afogamento. “O corpo estava a 25 metros da margem do rio e a uma profundidade de quatro metros e meio. Em 40 minutos encontramos o Erick, já que a visibilidade de dia é melhor”, afirmou o cabo. Ele e os soldados BM, Robert da Costa e Humberto Paranhos, atuaram na operação de busca.
 
Tio também afogou
O tio de um amigo de Erick, conhecido pelo apelido de “Zado”, viu o rapaz se afogando e entrou no rio para tentar socorrê-lo. Porém, ele também se afogou e precisou ser levado às pressas para o Hospital Margarida. O homem está com água nos alvéolos pulmonares e corre risco de morrer. Os médicos que o atenderam deram 72 horas para que ele possa ter alguma reação ao tratamento.
 
Erick morava no bairro Vila Tanque, em João Monlevade, com a esposa, grávida de dois meses e meio. Ele trabalhava na empresa de Café Dom de Minas, e aos finais de semana como segurança no Restaurante Sucupira. O rapaz era o mais velho de três filhos e único homem. “Ele era muito amoroso”, lembra a tia, Glaudiceia Fernandes Souza.
 
Falta de comunicação atrasa serviço de perícia
A família de Erick Reis acompanhou todo o trabalho do Corpo de Bombeiros. Apesar de elogiar a agilidade com que a vítima foi localizada, a família ficou inconformada com a falta de comunicação entre a Polícia Civil de Monlevade e a de Itabira. Duas horas depois de o corpo ser encontrado, foi necessário que populares ligassem para a perícia de Monlevade solicitando o serviço. Quando a perita Cristiane chegou ao local, explicou que não poderia atuar no caso uma vez que cabia à perícia de Itabira atender ao chamado, porque o sítio onde ocorreu o afogamento pertencia a São Gonçalo, área de atuação da civil itabirana.
 
O pai de Erick, Deilson, disse que esteve na civil de Monlevade e passou as informações sobre a localidade e em nenhum momento, foi dito que a perícia do município não poderia atender o caso do seu filho.
 
Por volta das 15 horas, os parentes de Erick informaram que o perito de plantão Igor, da Polícia Civil de Itabira, que estava sendo aguardado por todos no local, disse ao celular que não havia sido solicitado para o serviço. A espera continuou.