Corpo de mulher “some” de necrotério do HNSD e causa tumulto

  A transferência do corpo de uma mulher, vítima de acidente na BR-381, do necrotério do HNSD pela funerária Cristu Pax ao cemitério da Paz virou caso de polícia nessa segunda-feira, em Itabira. Parentes chegaram para reclamar o corpo durante a manhã e não o encontraram. Segundo relatos de Rodrigo Neves Duarte, 35 anos, e […]

 
A transferência do corpo de uma mulher, vítima de acidente na BR-381, do necrotério do HNSD pela funerária Cristu Pax ao cemitério da Paz virou caso de polícia nessa segunda-feira, em Itabira. Parentes chegaram para reclamar o corpo durante a manhã e não o encontraram. Segundo relatos de Rodrigo Neves Duarte, 35 anos, e Rafael Bruno Duarte, 27, foram eles que foram ao HNSD, por volta das 11 horas, verificar a liberação do corpo da irmã Janaina Cristina Duarte Araújo.
 
Segundo os irmãos, a coordenadora de recepção do Pronto-Socorro Municipal, Karen de Oliveira Figueiredo Bretas, foi quem os acompanhou, mas o corpo já não estava no local. Foi descoberto, então, que havia sido removido pela funerária Cristu Pax, o que gerou tumulto entre a família e funcionários do Hospital.
 
Uma guarnição policial foi chamada e acompanhou os parentes até ao necrotério do cemitério da Paz, onde fica instalada a geladeira do IML. Lá estava o corpo da mulher, removido sem autorização da família. O HNSD divulgou nota explicando o ocorrido.
 
 
Nota do HNSD
Em respeito aos pacientes, acompanhantes e clientes do Hospital Nossa Senhora das Dores, a Instituição vem a público esclarecer o incidente ocorrido nas dependências do Hospital nessa segunda-feira.
 
Na madrugada da última segunda-feira, 19, ocorreu um acidente automobilístico no trevo de Itabira, o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) socorreu a vítima Janaína Cristina Duarte de Araújo, tendo constado sua morte ainda a caminho do Hospital.  No veículo havia outras pessoas da família, inclusive crianças, que foram levadas do trevo para Belo Horizonte.
 
Alguns parentes, que são de Belo Horizonte, cientes do falecimento de Janaína Araújo, vieram ao HNSD, por volta das 11h, para liberar o corpo. Porém, ele já havia sido transportado por uma funerária de Itabira para o necrotério do Cemitério da Paz para procedimentos do médico legista, prática rotineira, executada legalmente em casos de mortes violentas.
 
Informados do ocorrido, os parentes se dirigiram ao Cemitério da Paz e, inclusive, o fizeram acompanhados da guarnição nº 12399 da Polícia Militar, (conforme registrado no Boletim de Ocorrência 33.602). No necrotério do cemitério, encontraram e reconheceram o corpo como sendo de Janaína Araújo.
 
Exaltados (o que é compreensível e natural quando se perde um ente querido, principalmente de forma abrupta), os parentes retornaram ao HNSD para questionar sobre os critérios usados no transporte do corpo ao necrotério e sobre o trabalho da funerária. Como naquele momento, um funcionário da funerária se encontrava no HNSD, os ânimos se acirraram o que provocou desentendimento entre os parentes e o funcionário da empresa funerária.
 
Com o objetivo de solucionar o incidente e auxiliar na superação deste momento de dor, o HNSD, solidário, se colocou e continua à inteira disposição da família de Janaína Araújo, inclusive, disponibilizando profissionais como psicóloga e assistente social.
 
Assessoria de comunicação do HNSD