Crise deve atrasar duplicação da ArcelorMittal em 12 meses

A ArcelorMittal oficializou, nesta semana, que a duplicação da Usina de Monlevade deve ser atrasada em cerca de 12 meses por causa da crise financeira internacional. As obras, que começaram em maio de 2008, se estenderiam por 27 meses. Agora, com a mudança no cronograma, o preparo para dobrar a produção dura até meados de […]

A ArcelorMittal oficializou, nesta semana, que a duplicação da Usina de Monlevade deve ser atrasada em cerca de 12 meses por causa da crise financeira internacional. As obras, que começaram em maio de 2008, se estenderiam por 27 meses. Agora, com a mudança no cronograma, o preparo para dobrar a produção dura até meados de 2011.

Outra consequência da crise mundial é a adoção, na unidade monlevadense, do Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV). Em Contagem, na Grande BH, até mil dos 1,3 mil funcionários da unidade do município podem ter os contratos de trabalho suspensos por um ano. A iniciativa já foi autorizada pelo sindicato da classe.

A ArcelorMittal Monlevade colocou em funcionamento nesta semana o novo Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV). A iniciativa tem como objetivo promover uma adequação do quadro pessoal da siderúrgica, que conta com cerca de 1.300 profissionais. “A decisão da empresa foi tomada em função da revisão do cronograma das obras de expansão da Usina, que deverão sofrer atraso em relação à previsão inicial de cerca de 12 meses, devido aos impactos da crise econômica mundial”, informou a Assessoria de Comunicação da siderúrgica.

Na semana passada, a empresa havia descartado qualquer mudança no cronograma, mas destacou que o projeto está em constante revisão por causa do período turbulento no mercado financeiro, o que ocasionou a previsão de atraso. A obra, de mais de 1 bilhão de dólares, teve início no ano passado e deverá ser concluída somente em meados de 2011.

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