Desalojado por risco de rompimento de barragem da Vale, MP de Barão de Cocais está sem infraestrutura para atuar

Desde o toque de sirene da Barragem Sul Superior da Mina de Gongo Soco em Barão de Cocais, no dia 22 de março, a população que mora em áreas secundárias de salvamento vem sofrendo o medo de que a estrutura entre em colapso. Além das casas e comércios, órgãos públicos também se encontram na rota […]

Desalojado por risco de rompimento de barragem da Vale, MP de Barão de Cocais está sem infraestrutura para atuar
em prédio amarelo

Desde o toque de sirene da Barragem Sul Superior da Mina de Gongo Soco em Barão de Cocais, no dia 22 de março, a população que mora em áreas secundárias de salvamento vem sofrendo o medo de que a estrutura entre em colapso. Além das casas e comércios, órgãos públicos também se encontram na rota da lama, como é o caso do Fórum Omar Avelino Soares, que também abrigava a Promotoria de Justiça da cidade. O fórum foi esvaziado no dia 23 de março, um dia após o toque da sirene de Gongo Soco. 

O Ministério Público teve de se mudar provisoriamente para uma sala junto à Delegacia de Polícia Civil no município, que fica localizada na Praça Alencar Peixoto, 326, Centro.De acordo com o promotor Cláudio Daniel Fonseca, a falta de recursos para o Ministério Público tem prejudicado o acompanhamento das questões judiciais contra a Vale. “Estamos sem linha telefônica e sem internet. O número de contato com a promotoria tem sido o meu telefone pessoal. Estou ouvindo os moradores para levantar depoimentos e provas, mas essa falta de estrutura está comprometendo o andamento”, disse.

A medida de evacuação foi preventiva e tirou equipamentos e processos do prédio do Fórum, que fica em área de risco. A comarca está de volta às atividades desde o dia 2 na rua Padre Mauro Farias, 290, bairro Viúva, próximo à Secretaria de Educação.