Eleitores com mobilidade reduzida cobram mais acessibilidade dos próximos gestores

Com 18 anos de idade, a jovem Joyce Aparecida votou pela primeira vez

Eleitores com mobilidade reduzida cobram mais acessibilidade dos próximos gestores

Itabira tem um eleitorado de quase 90 mil pessoas e uma parcela desse público tem restrições de acessibilidade. No município, pessoas com deficiência reivindicam que os próximos gestores eleitos tenham atenção redobrada com a infraestrutura urbana voltada àqueles com mobilidade reduzida e, que promovam um trabalho de maior inclusão social.

É a opinião, por exemplo, da jovem Joyce Aparecida, 18 anos. Neste domingo, 2 de outubro, ela votou pela primeira vez, em seção na Escola Estadual Mestre Zeca Amâncio (Emza), no Centro. Para escolher seus candidatos na urna eletrônica, ela observou os planos de governo e viu o que podem fazer especialmente aos cidadãos itabiranos com deficiência física.

Moradora do São Pedro, Joyce elogiou a estrutura do colégio eleitoral onde estuda e votou, o Emza, onde há rampas de acesso. No entanto, “em Itabira há muitos lugares sem acessibilidade”, lamentou a nova eleitora. “Pensei bem em quem votar e vim dar meu voto”, continuou.

Jaime Duque, 62 anos, também cobrou atenção de administradores públicos para a realidade de pessoas com deficiência. “A estrutura voltada às pessoas com deficiência deixa a desejar. Há ações que podem ser simples e que resolvem o problema da acessibilidade a todos nós”, comentou ele.

A mobilidade reduzida também um desafio para muitos idosos. Apesar do desafio, os obstáculos no perímetro urbano não desanimam Erita Rosa Duque, que faz questão de votar aos 92 anos. O voto é importantíssimo e representa dar oportunidades à pessoas de bom caráter, com bons objetivos e boas metas de governo. Eu voto por prazer e espero que toda a nossa cidade seja beneficiada”, disse.

Erita e Jaime Duque