Em dez anos, Itabira poderá ter mais de 100 mil cães e gatos nas ruas
Noraldino Júnior cobrou uma ação sobre a situação dos cães e gatos nas ruas de Itabira

Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2013, apontou que, naquele ano, Itabira possuia cerca de 30 mil cães e 10 mil gatos nas ruas. Em 2017, a estimativa é de que esse número tenha saltado para 15 mil felinos e 40 mil cachorros. Se o problema da superpopulação de animais domésticos nas ruas do município não for resolvido, em dez anos, o cáculo é de que cerca de 85 mil cães e 40 mil gatos estarão soltos na cidade.
Esses dados foram retratados na noite dessa segunda-feira, 3 de abril, na audiência pública “Políticas Públicas para Controle Ético de Cães e Gatos”, na Câmara de Itabira. O objetivo do encontro foi fazer cumprir a Lei Estadual 21.970/2016 e pautar ideias para a elaboração do Plano Plurianual (PPA) nos modernos conceitos da Medicina Veterinária do Coletivo e Saúde Única.
A audiência pública, promovida a pedido da Associação de Moradores Protetores dos Animais da Região de Itabira (Ampari), em parceria com a Câmara Municipal, contou com a presença de diversas autoridades e profissionais da saúde, que debateram e mostraram possíveis soluções para o problema que virou caso de saúde pública, já que os animais são vetores de zoonoses. Os deputados Noraudino Júnior (PSC) e Nozinho (PDT) participaram do debate.
Referência no Legislativo de Minas quando o assunto é a causa animal, Noraldino Júnior propôs que a Prefeitura de Itabira tenha uma política pública eficaz. “Não custa caro. Podemos estudar a realidade do município e proponho uma parceria”, disse. O deputado também afirmou que a educação é o maior meio para enfrentar o problema. “Temos que conscientizar a população”, frisou.
Diante da proposta do deputado, ficou acordado que a Câmara Municipal terá reuniões para discutir políticas publicas em defesa dos animais. O presidente Neidson Freitas (PP) ficou de agendar datas e informar ao deputado Noraldino, para que ele também participe dos encontros.
Alarmante
De acordo com a presidente da Ampari, Kelley de Pinho Generoso, diversos fatores levam à superpopulação de cães e gatos nas ruas de Itabira. Alguns motivos seriam: reprodução descontrolada; saturação de vagas em domicílios e abrigos; manejo e posse inadequados; fugas e abandono; e condições favoráveis à procriação.

O Plenário da Câmara Municipal ficou lotado
Segundo Kelley, para um controle populacional efetivo, em 12 meses, Itabira deveria esterilizar 4.902 cachorros e 1.226 gatos. “O controle deve garantir que os nascimentos possam ser absorvidos pela adoção”, disse. De acordo com a presidente, ações de curto, médio e longo prazo devem ser adotadas, como: castrar; regulamentar e aplicar políticas públicas; regulamentar o comércio de filhotes; conscientizar tutores; e abrigar, tratar e encaminhar para a adoção.
Kelley também apresentou os resultados obtidos pela Ampari nos últimos dois anos. A associação castrou 190 animais, via castramóvel e particulares. Mais de 350 animais foram atendidos e direcionados para a adoção. Campanhas educativas beneficiaram 15 escolas municipais e estaduais do município. Cerca de 2200 crianças e jovens foram conscientizadas sobre guarda responsável e maus tratos. Além disso, a Ampari também realizou “tearapia pet” no Lar de Ozanam e fez mais de 30 eventos de adoção.