Em entrevista à Caraça FM, Marco Antônio Lage nega dívida de R$400 milhões na Prefeitura de Itabira
No entanto, durante sua resposta, o prefeito não revelou qual seria o valor total das dívidas do município

O prefeito Marco Antônio Lage (PSB) concedeu entrevista à Rádio Caraça FM 90,5, durante o programa “Vagner Ferreira”, na manhã de ontem (11), onde foi questionado sobre as medidas de austeridade tomadas pela Prefeitura de Itabira para conter a queda de arrecadação do município em 2025. Durante o bate-papo, o chefe do Executivo também desmentiu uma suposta dívida de R$400 milhões da gestão municipal, que teria sido acumulada ao longo dos últimos anos.
Segundo o prefeito, a “política” e a “oposição” têm potencializado o tema, mas a realidade do município é diferente. Dando sequência à sua resposta, Marco Lage afirmou que “Itabira é uma das cidades com o menor nível de endividamento” de Minas Gerais, com “baixíssimo” nível de dívidas, e que o momento pede uma equalização de gastos, com equilíbrio entre despesas e receitas.
“É assim na casa da gente. Se a gente gastar mais do que recebe, a gente vai fazer o quê? Dívida de cartão de crédito, dívida de cheque especial, dívida no banco, dívida pessoal… Isso na vida, isso em qualquer composição. Então, o que nós estamos fazendo, essas atitudes, essas medidas que a prefeitura está tomando neste momento, é exatamente para não endividar a cidade, porque nós estamos preocupados com a saúde financeira de Itabira e com a continuidade, principalmente, dos serviços públicos mais essenciais”, declarou. No entanto, durante sua resposta, o prefeito não revelou qual seria o valor total das dívidas do município.
Prefeito reafirma que não há crise na cidade e fala sobre cortes
Em entrevista concedida com exclusividade à DeFato, Marco Lage havia afirmado que não havia nenhuma crise no município. Desta vez, à Rádio Caraça, o prefeito voltou a reafirmar sua declaração, dizendo que “não tem crise em Itabira, não tem crise na cidade, não tem crise na economia da cidade”. Na avaliação do gestor, o que existe “é um resfriado da Vale, que está ganhando menos com o preço do minério lá fora e que impacta o orçamento do município”.
Corte de despesas com pessoal, revisão de convênios e contratos vigentes, bloqueio de novas obras com recursos próprios e atualização da tarifa do transporte coletivo de passageiros por ônibus foram algumas medidas de austeridade já tomadas pela Prefeitura de Itabira para conter a queda de arrecadação do município em 2025.
Para o prefeito, essas e outras medidas servirão para “fazer o dever de casa” e readequar o orçamento municipal sem atrasar salários de funcionários, pagamento de fornecedores ou ter de cortar serviços sociais.
“A população de baixa renda continuará tendo prioridade do nosso governo. Não tem corte na saúde, não tem corte na educação, os cortes da assistência social são cortes bastante orientados, nós vamos cortar pra quem não precisa tanto (…) Nós vamos ter corte de empregos na prefeitura, sim. É importante a gente fazer o dever dentro de casa também. Agora, depois que passar isso tudo, nós vamos readequar de outra forma, do mesmo jeito que nós estamos adequando agora. Tendo a perspectiva de uma receita maior, nós vamos readequar voltando com programas, com projetos e, e usando a criatividade”, finalizou.




