Em Minas, 70,6% das rodovias apresentam problemas segundo pesquisa CNT
Na maior parte da BR-381, por exemplo, a estrada é considerada regular em relação ao estado geral, pavimentação e sinalização; já no quesito geometria a avaliação é ruim
Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgada nesta terça-feira (22) aponta que 70,6% das rodovias federais e estaduais em Minas Gerais apresentam problemas: 4,8% estão em péssimo estado de conservação, 28,5% ruim e 37,3% em situação regular. Apenas 24% estão em boas condições e 5,4% são consideradas ótimas. Minas Gerais tem a maior malha rodoviária do país – 15.363 quilômetros, o que equivale a 14% do total de 108.863 quilômetros -, mas a avaliação negativa das estradas está bem acima da média nacional, que é de 59% das rodovias com problemas.
Entre as estradas avaliadas que cortam o estado estão as BR-381/BR-262, principal acesso de Belo Horizonte ao Espírito Santo. A maior parte do trecho é considerado regular nos quesitos estado geral, pavimentação e sinalização. No tópico geometria, a avaliação é ruim. Já no trecho de Governador Valadares a Nova Era, a classificação geral é considerada boa.
Dois trechos da BR-381 passam por obras de duplicação. O lote 3.1 tem 28,6 km e corresponde ao trecho de entroncamento da MG-320 (Jaguaraçu) até o Ribeirão Prainha e está com 70% das obras concluídas. O lote 7 vai do Rio Una até o trevo da MG-435, em Caeté e tem 37,5 km de extensão. Este está com 80% dos trabalhos concluídos. A Empresa Construtora Brasil (ECB) é a responsável pelos trechos citados, mas o contrato se encerra neste mês de outubro. A expectativa é que sejam liberados recursos para o término das obras dos dois lotes. O governo federal já anunciou a concessão da BR-381 para a iniciativa privada no ano que vem.

Nacional
A 23ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, que teve a parceria do Sest/Senat constata piora nas condições das características observadas. Enquanto neste ano, o estado geral apresenta problemas em 59% da extensão dos trechos avaliados, em 2018, o percentual foi 57%. Está pior a situação do pavimento (52,4% com problema), da sinalização (48,1%) e da geometria da via (76,3%). No ano passado, a avaliação foi 50,9%, 44,7% e 75,7%, respectivamente.