Em nota, PRF critica exageros na greve dos caminhoneiros

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou uma nota sobre a greve dos caminhoneiros, que começou na última quarta, 25, e tem complicado o trânsito em diversas estradas que cortam Minas.   “A Polícia Rodoviária Federal deixa claro o seu respeito aos movimentos sindicais e as manifestações pautadas na legalidade e amparadas pelo artigo 5º da […]

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou uma nota sobre a greve dos caminhoneiros, que começou na última quarta, 25, e tem complicado o trânsito em diversas estradas que cortam Minas.
 
“A Polícia Rodoviária Federal deixa claro o seu respeito aos movimentos sindicais e as manifestações pautadas na legalidade e amparadas pelo artigo 5º da Constituição Federal, desde que sejam estas pacificas, ordeiras e que respeitem os direitos constitucionais dos demais indivíduos.
 
Entretanto o que temos observado em alguns locais onde ocorrem estas manifestações é um total desrespeito às normais legais vigentes no país. Congestionamento de 40 km com fechamento total de rodovias, impedindo o direito de ir e vir dos demais usuários destas rodovias. Estamos sendo informados constantemente sobre veículos retidos nestes congestionamentos transportando idosos portadores de doenças, crianças, gestantes e pessoas portadores de carcinomas, hipertensas, pós operadas e pessoas que realizam hemodiálise. Pessoas retidas durante horas nos congestionamentos, privadas de água, alimentação e acesso a sanitários.
 
Outra observação feita pela PRF é que, para estes manifestantes não tem faltado água e alimento, diferentemente da realidade dos usuários que estão parados. Já foram detectados casos de vandalismos a veículos parados nas retenções e também coação a caminhoneiros que não querem participar do movimento.
 
O Brasil é um país democrático, onde procura-se respeitar os direitos e garantias individuais. E assim deve ser para todos, pois um dos princípios constitucionais é o da isonomia.
 
Estamos negociando incansavelmente, mas infelizmente os avanços com os manifestantes têm sido lentos. Insistimos na negociação para evitar confrontos. Pedimos liberação de uma faixa de circulação para passagem de veículos de automóveis, ônibus, vans, veículos de emergência e também de motoristas que não queiram participar do movimento.
 
Até o presente momento houve pouco atendimento por parte dos manifestantes das solicitações da PRF. Lembramos que é de total responsabilidade dos manifestantes os eventuais desdobramentos da situação, inclusive o risco à saúde e à vida de pessoas inocentes no interior dos veículos parados".