Em novo protesto, grupo faz passeata em Itabira contra reforma da Previdência
Mobilização ocorreu ao lado da rodoviária de Itabira

Sindicatos de Itabira e região, juntamente com trabalhadores, aposentados, vereadores e estudantes, fizeram uma passeata na tarde desta terça-feira, 4 de abril, contra a reforma da Previdência. A concentração foi ao lado da rodoviária e os manifestantes seguiram até à Praça Acrisio, no Centro da cidade. Na praça, os participantes entregaram panfletos e esclareceram dúvidas de pessoas que passavam pelo local.
O movimento foi organizado pela subsede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind/UTE) em Itabira, com o apoio do Sindicato Metabase, Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) e Sindicato dos Rodoviários de Itabira (Sinttroita). Diferente da passeata do dia 28 de março, desta vez, o grupo contou com menos participantes.
De acordo com uma das diretoras do Sind-UTE, Giocasta Machado, o grupo endossa o descontentamento com a reforma da previdência, trabalhista e terceirização. “Temos nossas pautas internas, mas entendemos que é o momento de unirmos forças com os outros sindicatos, para que a gente possa dizer juntos não a reforma”, disse.
Segundo a diretora, se a reforma prejudica o trabalhador estadual, consequentemente ela também prejudica os demais trabalhadores. “Queremos brigar por todo mundo e vamos continuar na luta por todos”, salientou.
O diretor de imprensa e comunicação do Metabase, Marcos dos Santos Oliveira “Marcão” ressaltou que a passeata é um ato extremamente importante, “pois ou teremos que trabalhar ate morrer ou morrer de tanto trabalhar”, se referindo à reforma da Previdência. “É preciso que a população se conscientize. O trabalhador precisa ter consciência para defender o direito dele”, disse.
Com gritos de ordem contra o atual presidente Michel Temer (PMDB), além de deputados e senadores mineiros que apoiam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 que, entre outros pontos, propõe a idade mínima de aposentadoria de 65 anos, tanto para homens quanto mulheres, além de elevar o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos.
Greve
A greve na rede estadual de ensino continua em Minas Gerais. Em Itabira, por sua vez, educadores discutem se permanecem com os braços cruzados, informou a sub-sede do Sindicato dos Servidores da Educação de Minas Gerais (Sind-UTE).
O Sind-UTE Itabira estima que 70% dos servidores no município aderiram à greve iniciada em 15 de março, numa lista de 17 escolas. Agora, o sindicato tenta persuadi-los a manterem a paralisação e mobilizarem aqueles que resistiram à convocação geral. A entidade é otimista com a continuidade.
A greve é um protesto contra a Reforma da Previdência, que tramita na Câmara dos Deputados e dificulta o acesso dos brasileiros à aposentadoria. Os educadores também reivindicam questões salariais e de carreira ao governo estadual.
Uma passeata dos professores estaduais foi realizada nesta terça em Belo Horizonte, organizada por sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Nesta quinta-feira, 6 de abril, haverá novo encontro, que definirá os rumos da paralisação.