Empresários formam comissão para cobrar medidas contra a onda de assaltos em Itabira

Alguns empresários presentes na reunião vão participar da comissão

Empresários formam comissão para cobrar medidas contra a onda de assaltos em Itabira
Os empresários mais prejudicados com os frequentes assaltos em Itabira, cometidos principalmente por menores, formaram uma comissão para pressionar os órgãos responsáveis na busca por soluções. A decisão foi tomada durante uma reunião liderada pela Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita) com os associados e representantes das polícias Militar e Civil, nessa quinta-feira, 7 de agosto.
 
Quem sugeriu a criação da comissão foi o radialista Heitor Bragança, que aproveitou o momento para fazer algumas considerações a respeito da quantidade de crimes cometidos por adolescentes. “Sabemos do problema, sabemos qual é a solução. Agora precisamos agir”, disse ele.
 
Os participantes gostaram da sugestão e escolheram os membros na reunião mesmo. A ideia é acompanhar e cobrar agilidade no andamento de projetos importantes, como a construção do centro de internação de menores, a exemplo do que faz o Grupo da Água em relação aos projetos de abastecimento do município – outro problema que precisa de solução urgente.
 
O presidente da Acita, Marco Aurélio Garcia Matos, disse que tentaria uma reunião com o prefeito Damon Lázaro de Sena o mais rápido possível para saber em que os empresários podem ajudar acerca da construção do centro. Presente na reunião, a diretora de Proteção Social Especial da Secretaria Municipal de Ação Social, Natércia Aguiar Barbosa, afirmou que o problema nem é falta de recursos: é a burocracia na definição da área onde será erguido o centro.
 
Orçada em R$ 4,5 milhões, a obra ficaria pronta em sete ou oito meses após os trâmites burocráticos. Ou seja: na melhor das hipóteses, o problema dos assaltos cometidos por adolescentes em Itabira continuaria a atormentar os empresários por pelo menos um ano. Nesse ponto, Marco Aurélio disse que a comissão precisa pensar também em numa solução de curto/médio prazo, como cobrar do Estado vagas para internações em cidades da região. Isso aconteceu no início deste ano, ocasião em que dez menores contumazes foram tirados de circulação, e o índice de crimes caiu substancialmente nos meses seguintes.
 
Sem centro, sem avanços
A quantidade de vagas do centro de internação (45 no total, sendo 25 para Itabira) foi questionada por alguns empresários. Eles acharam muito investimento para pouco espaço. O delegado Juliano explicou que é suficiente. Isso porque, segundo ele, quando o menor tem certeza de que cumprirá pena por até três anos se cometer algum crime grave, pensará melhor antes de assaltar ou matar. Mas enquanto o centro não fica pronto, a única saída é a Secretaria de Estado de Defesa Social abrir pelo menos oito vagas em outras cidades para internar os adolescentes que já cometeram pelo menos dez assaltos cada um nos últimos meses.