Ex-prefeitos inelegíveis ainda tentam disputar eleições

A passagem pelo comando de uma cidade facilita a conquista de votos para o parlamento, seja para deputado estadual ou deputado federal. Mas, enquanto alguns ex-prefeitos vão às urnas por uma vaga na Assembleia Legislativa ou no Congresso Nacional, outros amargam punição recebida quando chefiavam o Executivo municipal que os impede de se candidatarem este […]

A passagem pelo comando de uma cidade facilita a conquista de votos para o parlamento, seja para deputado estadual ou deputado federal. Mas, enquanto alguns ex-prefeitos vão às urnas por uma vaga na Assembleia Legislativa ou no Congresso Nacional, outros amargam punição recebida quando chefiavam o Executivo municipal que os impede de se candidatarem este ano, alternativa que só será possível se seus advogados mudarem decisões da Justiça Eleitoral.

Entre os que estão inelegíveis e correm contra o tempo estão os ex-prefeitos de Mariana Celso Cota; de Montes Claros Athos Avelino; e de Ipatinga Chico Ferramenta e Sebastião Quintão. Cota, que é ex-presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM), foi condenado pela Justiça mineira por improbidade administrativa em 2008, último ano do seu mandato em Mariana. Já Athos Avelino, que foi derrotado nas eleições para prefeito em 2008, teve sua inelegibilidade decretada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em junho de 2009.

Na novela em que se transformou a eleição para prefeito em Ipatinga (administrada hoje pelo interino Robson Gomes (PPS), tanto Chico Ferramenta, que foi cassado por ter suas contas na gestão anterior rejeitadas, quanto Sebastião Quintão, que perdeu o mandato por irregularidades na campanha eleitoral, ainda brigam na Justiça para retomar o cargo de prefeito. Com possibilidade de disputarem uma vaga na Assembleia Legislativa, os dois estão fora da briga, em função das condenações da Justiça Eleitoral. Os advogados dos dois ex-prefeitos alegam que, como recorreram, eles estão aptos a disputar qualquer eleição, tendo em vista que os processos ainda não transitaram em julgado.

Em função de um recurso encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral, o ex-prefeito de Montes Claros acredita que possa mudar seu destino político, apesar de a decisão que o impugnou ter sido tomada por unanimidade pelo TRE. “Estou vendo a situação com muito otimismo”, afirma Athos Avelino, que pretende se desincompatibilizar da diretoria do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi) no fim do mês, para se candidatar. “Isso mostra o quanto estamos otimistas”, acrescenta. Ele trabalha para ser candidato a deputado estadual em outubro.

Para Celso Cota, porém, a chance de se candidatar caiu por terra com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no início deste ano que manteve a sentença do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (STJ-MG) que o condenou a ressarcir os cofres municipais e decretou sua inelegibilidade por sete anos. Com a intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Cota se preparava para deixar a presidência da Fundação RuralMineira, mas com a decisão do STF permanece no cargo. A reportagem tentou, mas não foi possível localizar o ex-prefeito.