Exército reforma celas para eventuais prisões de aliados de Bolsonaro
As Forças Armadas antecipam o avanço das investigações da Polícia Federal que tratam de supostas tentativas golpistas durante a gestão Bolsonaro
Celas especiais estão sendo montadas pelo Exército para atender eventuais prisões do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus aliados. Autoridades nas Forças Armadas antecipam o avanço das investigações da Polícia Federal (PF) que tratam de supostas tentativas golpistas durante a gestão Bolsonaro.
Algumas instalações foram alteradas e ativadas durante a prisão do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Cid foi preso em maio de 2023 no caso de inserção de dados falsos em carteiras de vacinação do ex-presidente, familiares e dele próprio.
Em virtude de uma nova investigação da PF, denominada Tempus Veritatis, que mira ações de militares, aliados de Bolsonaro e o próprio ex-presidente, a corporação já prendeu quatro pessoas de maneira preventiva, sendo três delas do Exército, como Marcelo Câmara, coronel reserva do Exército; Rafael Martins, major do Exército; e Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército.
As celas têm cerca de 20m², com grades nas janelas, mobília e câmaras internas. Cada unidade tem sistema de monitoramento nas suas dependências e estão localizadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, mas há outras unidades no BGP (Batalhão de Guarda Presidencial) e no Regimento de Cavalaria.
O ex-presidente e outras 13 pessoas investigadas noa Operação Tempus Veritatis prestaram depoimento nesta quinta-feira (22). Bolsonaro, por orientação da defesa, ficou em silêncio durante a sua oitiva.
Foram ouvidos nesta quinta-feira:
- Jair Bolsonaro, ex-presidente da República,
- Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro,
- Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor,
- Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército,
- Bernardo Romão Corrêa, coronel do Exército,
- Valdemar Costa Neto, presidente do PL,
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional,
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-minstro da Defesa,
- Mário Fernandes, ex-chefe substituto da Secretaria-Geral da Presidência da República,
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil,
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha,
- Tercio Arnaud, ex-assessor de Bolsonaro,
- Cleverson Ney Magalhães, coronel do Exército.




