Falsos vendedores cobram 400% a mais por troca de equipamento usado

Três pessoas foram até a casa da aposentada Arlinda Isabel de Freitas, de 74 anos, dia 25 de janeiro, na rua Capitão Machado, bairro Panorama, próximo ao Premen, disfarçadas de representantes de uma empresa do ramo de purificadores domésticos para água. Após analisarem o filtro instalado na casa, um deles convenceu a moradora a substituir […]

Três pessoas foram até a casa da aposentada Arlinda Isabel de Freitas, de 74 anos, dia 25 de janeiro, na rua Capitão Machado, bairro Panorama, próximo ao Premen, disfarçadas de representantes de uma empresa do ramo de purificadores domésticos para água. Após analisarem o filtro instalado na casa, um deles convenceu a moradora a substituir a vela, pagando R$380 pelo serviço, praticamente quatro vezes mais que o valor cobrado pela troca anual do equipamento: R$90.
 
A dona de casa desconfiou quando os acusados se prontificaram a acompanhá-la até a agência bancária para sacar seu benefício e pagar pela troca. O marido da vítima também suspeitou do serviço e da procedência dos supostos vendedores, ambos moradores de Contagem, região metropolitana da capital. O representante real da empresa de purificadores de água, Marcos Pereira de Souza, de 35 anos, foi ao local e confirmou a suspeita.
 
Além de não serem representantes da firma, os homens podem ser responsáveis por outros casos semelhantes. Alguns clientes já denunciaram a atuação de falsos vendedores, cobrando muito além do preço de custo e com qualidade questionável – a peça adaptada na residência da aposentada aparentemente era usada, com emblema raspado e etiqueta com data de validade rasurada.
 
Os acusados foram presos por estelionato: Weverton da Silva Siqueira, de 20, e Aníbal Pereira Santana, de 30 anos, que recentemente cumpria pena em um presídio do estado, colocado em liberdade recentemente. O terceiro envolvido: Geraldo Humberto laia, da cidade de Joaquim de Bicas, não foi encontrado. Ele foi procurado usando um Fiat Pálio prata, de placa não identificada.
 
A Polícia Militar acredita que os suspeitos possam ser integrantes de uma quadrilha, porque no início de dezembro passado, uma ocorrência bem semelhante foi registrada no local com outros dois rapazes. Na ocasião pela troca do equipamento a vítima pagou R$400. O refil do filtro de água prova do crime, foi apreendido e entregue na Delegacia de Polícia Civil.