Fotógrafo afirma que um black bloc disparou rojão que atingiu cinegrafista
O momento em que o cinegrafista Santiago Andrade se feriu foi testemunhado por um fotógrafo, que registrou o ataque em imagens. Essa testemunha não quis ser identificada. Mas afirmou que o cinegrafista foi atingido pelo rojão que um black bloc disparou. A reportagem é de Mônica Sanches. Peritos da Polícia Civil estiveram nessa sexta-feira, 7 […]
O momento em que o cinegrafista Santiago Andrade se feriu foi testemunhado por um fotógrafo, que registrou o ataque em imagens. Essa testemunha não quis ser identificada. Mas afirmou que o cinegrafista foi atingido pelo rojão que um black bloc disparou. A reportagem é de Mônica Sanches.
Peritos da Polícia Civil estiveram nessa sexta-feira, 7 de fevereiro, no local onde o cinegrafista foi ferido. O momento em que Santiago Ilídio Andrade é atingido na cabeça foi registrado por uma sequência de fotos.
Na primeira, ele aparece em pé, com a câmera no ombro. No centro vídeo, no chão, há um artefato explosivo já aceso. E, no canto direito, repare num homem correndo.
Na segunda foto, o artefato continua no chão, mas a chama parece maior. Logo depois, é possível ver um rastro de fogo com faíscas perto das costas do cinegrafista da TV Bandeirantes. Na imagem seguinte, a explosão sobre a cabeça de Santiago. Uma grande quantidade de fogo se espalha. Depois, ele aparece curvado, ainda com a câmera no ombro – há muita fumaça.
Conversamos com o autor das fotos, que também deu entrevista a outros veículos de imprensa. Com medo de represálias, por ter sofrido ameaças nas ruas durante os protestos, ele preferiu gravar sem mostrar o rosto e sem que o nome dele fosse divulgado. O fotógrafo diz não ter dúvidas: viu um integrante do grupo Black Bloc acender o artefato que atingiu o cinegrafista da Bandeirantes. Ele disse ainda que, com a garantia de que terá sua identidade preservada, reafirmará o testemunho às autoridades policiais.
“Ontem, quando nós chegamos na Central do Brasil, acompanhando o protesto, eu vi que a coisa começou a ficar muito tensa, né. Do lado de fora, do lado de fora eu observei que ao lado esquerdo da imagem, ficavam os policiais, encostados ao muro da Guarda Municipal, os policiais, PMs, militares. Do lado direito ficavam os manifestantes, os Black Blocs, todo mundo junto, entendeu?”, conta.
Segundo o fotógrafo, o homem que aparece correndo, de costas, na primeira foto que mostramos, foi quem deixou na calçada o artefato explosivo já em combustão. Na imagem, ele está de calça jeans e camisa cinza.
“E reparei que nessa hora eu vi um homem com um lenço no rosto preto, calça jeans, com uma camisa cinza, arriado, tentando acender um artefato, um foguete, um foguetezinho, nesse momento. Quando eu levantei a câmera pra fazer essa foto, o homem conseguiu acender esse artefato e saiu correndo. Logo em seguida, esse morteiro disparou e atingiu o nosso companheiro cinegrafista. Eu vi que naquele momento o homem na verdade, ele estava tentando, ele posicionou o artefato em direção aos policiais. Mas, infelizmente, pegou no nosso companheiro”, relata. (JornalNacional)