Funcionários do Ipsemg entram em greve no estado
Trabalhadores se queixam de pagamentos escalonados, retenção de verbas e atrasos em repasses do governo aos hospitais
Trabalhadores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) decidiram cruzar os braços nesta sexta-feira, 23 de fevereiro. A greve atinge atendimentos no Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP), na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, além de unidades conveniadas no interior de Minas.
Segundo o Sindicato dos Servidores do Ipsemg, a greve foi decidida na terça-feira, 20. Os trabalhadores alegam más condições de trabalho, retenção de verbas a servidores, pagamentos escalonados, atrasos em repasses a hospitais e outros convênios que prejudicam o atendimento ao paciente e outros impasses.
A categoria também faz reivindicações trabalhistas, como plano de carreira, incorporação do vale alimentação ao salário base, ajuda de custo diária para funcionários em atividade e o abono do ponto nos dias de greve.
O Ipsemg presta assistência médica, farmacêutica, odontológica e hospitalar a servidores do estado. Os usuários contribuem com 3,2% dos salários e o estado com 1,6%.
Nesta semana, o Ipsemg informou que até o fim de abril deve normalizar o pagamento dos hospitais e laboratórios credenciados. Sobre o escalonamento no pagamento dos funcionários, alegou que o problema ocorre em função da crise financeira pela qual o estado está passando.
A proposta de acordo do governo para a categoria deve ser apresentada só na próxima quarta-feira (28). O Instituto informou que o governo concordou em conceder uma ajuda de custo aos servidores do instituto, mas o valor somente será definido na semana que vem.
O Estado fez um apelo aos servidores para que retornem ao trabalho e não prejudiquem o atendimento aos usuários do plano.
(Com informações G1)