Governo Milei proíbe linguagem inclusiva em órgãos públicos e Forças Armadas

A linguagem inclusiva é usada como forma de evitar expressões que podem ser consideradas sexistas, preconceituosas ou discriminatórias

O presidente javier Milei, da Argentina, proibiu o uso de “linguagem inclusiva” nas Forças Armadas, nos órgãos públicos e no Ministério da Defesa do país.
Coma a determinação, termos como ‘generala’ e ‘sargenta’ ficam proibidos, assim como também palavras de gênero neutro, como ‘soldadx’, por exemplo.
A resolução foi assinada pelo ministro de Defesa argentino, Luis Petri e foi publicada no boletim oficial da Argentina na segunda-feira (26).

Veja os principais trechos da resolução:

“Proíbe-se a utilização da chamada ‘linguagem inclusiva’ no âmbito das Forças Armadas e de órgãos descentralizados do ministério”.

Uma explicação sobre a decisão é de que as interpretações incorretas de ordem podem causar confusão, afetando o “desenvolvimento de operações”.
E prossegue: “Deverá empregar-se o castelhano, conforme a normativa e a regulamentação que rege cada área respectiva, sob os termos e regras estabelecidas pela RAE (Real Academia Espanhola) e os regulamentos e manuais vigentes nas Forças Armadas”.

O documento ainda aponta que a comunicação dentro da Defesa deve ser feita de forma breve, clara e concisa e que “qualquer desvio ou desnaturação do espanhol que não seja padronizado ou endossado por um marco legal correspondente, pode levar à má interpretação do que se deseja dispor ou ordenar, afetando sua execução”.

A linguagem inclusiva é usada como forma de evitar expressões que podem ser consideradas sexistas, preconceituosas ou discriminatórias para alguns grupos.

Antes de Milei, sua utilização era feita de forma discricionária.