Greve dos caminhoneiros tem baixa adesão e rodovias seguem livres em Minas
Segundo a PMRv, Minas teve pontos de mobilização em Divinópolis e Igarapé, mas sem adesão da categoria
A greve dos caminhoneiros convocada para esta segunda-feira (1º) não teve grande adesão da categoria em Minas Gerais, segundo as autoridades de trânsito.
No início da manhã desta segunda-feira, um grupo de manifestantes tentou mobilizar caminhoneiros em dois postos de combustível na MG-050 e na BR-494 em Divinópolis, região central do estado. Porém, de acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o movimento não foi bem-sucedido e o fluxo de veículos continuou normal. A mesma situação ocorreu na região de Igarapé.
10h15 – PRF-MG informa: trânsito fluindo sem destaques nas rodovias da RMBH, no trecho da PRF-MG.
— PRF MINAS GERAIS (@prf_mg) February 1, 2021
Por meio de uma nota conjunta, o Ministério da Infraestrutura e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informaram que, às 9h de hoje, “todas as rodovias federais, concedidas ou sob gestão do Dnit, encontram-se com o livre fluxo de veículos, não havendo nenhum ponto de retenção total ou parcial”.
Seguindo com nosso giro pelo país, vamos da Bahia para o Distrito Federal, onde o trânsito segue fluindo normalmente nas rodovias federais que cercam a capital do Brasil. pic.twitter.com/sfb5cjEtEZ
— PRF Brasil (@PRFBrasil) February 1, 2021
Greve na região
A greve dos caminhoneiros, programada para acontecer nessa segunda-feira (1º), está ganhando corpo nas rodovias da região. Mesmo em meio a informações desencontradas e lideranças ausentes, os caminhoneiros vem se organizando por meio de grupos de whatsapp.
Na BR-381, que liga Itabira e Belo Horizonte, muitos caminhoneiros foram vistos estacionando nos acostamentos. Eles ainda não sabem qual será o ponto de encontro nessa rodovia.
Convocada pela Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), integrante do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), a greve dos caminhoneiros conta também com a participação de muitos trabalhadores autônomos.
A ANTB representa cerca de 4.500 caminhoneiros em todo país e, no dia 13 de janeiro, afirmou que não veria problema em realizar uma paralisação durante a pandemia. Na última terça-feira (26), a greve recebeu apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), uma das maiores entidades da categoria no país. A CNTTL possui 800 mil motoristas em sua base e orienta todos a aderirem à paralisação.




