Greve dos professores de escolas estaduais de Itabira ainda é “parcial”, diz coordenadora do SindUte

Vanderléia de Freitas afirma ainda que o movimento está sendo construído e que cerca de 50% de trabalhadores da categoria já aderiram à greve

Greve dos professores de escolas estaduais de Itabira ainda é “parcial”, diz coordenadora do SindUte
Decretada um dia depois do recomeço do ano letivo, a greve reivindica, principalmente, o pagamento do piso salarial de R$ 2.886,24 – Foto: Divulgação

A greve dos professores de escolas estaduais de Itabira, iniciada na última terça-feira (11) é parcial. A afirmação é da coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação – subsede Itabira (SindUte), Vanderléia de Freitas, que também aponta que cerca de 50% dos trabalhadores da categoria já aderiram ao movimento.

A greve estadual foi confirmada no dia 5 deste mês, durante uma reunião na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Decretada um dia depois do recomeço do ano letivo, a greve reivindica, principalmente, o pagamento do piso salarial de R$ 2.886,24; pagamentos de salários em uma única parcela; e redução do número de contratados na comparação com os concursados.

Impacto em Itabira

Perguntada sobre a situação da adesão à greve em Itabira, Vanderléia de Freitas esclareceu que o movimento ainda está em construção e, por isso, o número de trabalhadores da categoria bem como o impacto da greve sobre o funcionamento das escolas ainda está sendo mensurado.

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“A greve, aqui, está sendo construída. Temos escolas no município que aderiram parcialmente. Mas temos outras escolas, maiores, com mais professores, com 90% da adesão. E a greve é por tempo indeterminado. Só voltaremos quando o Governo cumprir a Lei do Piso. Entendemos o impacto, que todo mundo perde com greve. Professores, alunos, sociedade. Mas a culpa não é dos professores. E a nossa perspectiva é que ela aumente cada vez mais. Hoje nós temos em torno de 70% de adesão em algumas escolas, 60% a 90% em outras, algumas como menor porcentagem”, comentou a coordenadora.

Vanderléia de Freitas acrescenta que a subsede do SindUte em Itabira abrange outras cidades da região.

“A nossa subsede abrange Itambé, Passabém, São Sebastião, vai até Guanhães, toda essa região. Em Itambé temos um número muito significativo, com 60% a 70% de escolas paradas. Então,  temos outras regiões conosco nesta causa.”

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