Grupo vai acelerar obras em hospital e ceder 260 leitos para combate ao coronavírus em BH

O Instituto Orizonti irá agregar 60 leitos de CTI e outros 200 de enfermaria para atender casos que tenham diagnósticos positivos da Covid-19

Grupo vai acelerar obras em hospital e ceder 260 leitos para combate ao coronavírus em BH
Instituto Orizonti é construído no bairro Mangabeiras, em BH – Foto: Divulgação/Oncomed

Paulo Henrique Dias
De Belo Horizonte

O combate direto ao coronavírus é um desafio na capital mineira, que vê, a cada dia, o número de casos subir exponencialmente. Nessa terça-feira (24), a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio das redes sociais, anunciou apoio de uma rede privada de saúde que irá acelerar obras de um hospital em andamento e colocar leitos à disposição do município. Serão mais 60 estações de terapia intensiva (CTI) e outras 200 de enfermaria.

A parceria é com o Grupo Oncomed, responsável pelas obras do Instituto Orizonti. As obras são feitas no bairro Mangabeiras e, segundo a rede, ganhará novo ritmo nesta época de pandemia de coronavírus. “Alinhado às autoridades municipais de saúde, estamos mobilizando todos os seus esforços para a conclusão urgente das obras”, afirmou o grupo, em nota.

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Procurados pelo Grupo DeFato para comentar a parceria, o grupo informou que, atualmente, 85% das obras do Orizonti estão concluídas. “Nossa intenção é priorizar a conclusão dos dois andares dedicados à internação e acompanhamento intensivo, a fim de disponibilizar os 260 leitos para o tratamento dos pacientes infectados pelo Coronavírus”, destacou a rede.

Não foi informado, no entanto, a data exata de conclusão dos trabalhos e quando o hospital estará liberado.

Covid-19 em Minas 

Segundo o Informe Epidemiológico Coronavírus, atualizado às 16 horas dessa terça-feira, já foram notificados 12 mil casos da Covid-19 em Minas Gerais, endo que 11.832 ainda estão sob investigação e 130 foram confirmados em todo estado.

O perfil dos infectados, em sua maioria, são do sexo masculino, com 80 casos confirmados, ou 61,5%. Já no sexo feminino, os números caem: são 50 casos, sendo 38,5%.  A faixa etária dos que foram diagnosticados pelo vírus tem como maioria pessoas entre 20 a 59 anos: são 108, ou 84,4%. Já as pessoas entre 60 a 79 anos, os números reduzem consideravelmente: 20 casos, ou 15,4%.

Entre as cidades mineiras, a capital ainda está à frente em número de casos, com 87 ocorrências. Em seguida estão Juiz de Fora, com 8 casos; Uberlândia e Nova Lima, com 7. Em um ranking nacional, o Estado de Minas ocupa a quinta posição da lista. O primeiro estado com número exorbitante é São Paulo, com 810 casos, e depois Rio de Janeiro (305), Ceará (182) e Distrito Federal (160).

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