HNSD negocia com planos e minimiza risco de demissões com eventual fechamento da maternidade

Direção do hospital alega déficit no valor de pacotes de parto pagos por operadoras

HNSD negocia com planos e minimiza risco de demissões com eventual fechamento da maternidade
Alexandre Coelho é diretor do HNSD – Foto: Thamires Lopes/DeFato
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A direção do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) propôs aos planos de saúde equalizar os valores dos pacotes de parto para manter a unidade materno-infantil. Segundo o diretor executivo do HNSD, Alexandre Coelho, o custeio da unidade é alto comparado à sua produção mensal. A instituição, além disso, acumula déficit financeiro na prestação do serviço às operadoras de saúde.

O fechamento da maternidade é, por ora, incerto. Conforme Alexandre, até 31 de março serão esgotadas as tentativas de revisão financeira com os planos, além da busca por outras alternativas. Se não houver avanços até lá, a unidade poderá encerrar os serviços, de fato.

“Atualmente, temos acumulados cerca de R$ 90 mil em déficit, oriundo desses partos que estão sendo feitos e não estão sendo custeados pelos planos de saúde da maneira que deveriam ser. Então, o fato de a maternidade ser deficitária é o que está tornando inviável a manutenção desse serviço. Estamos aguardando o posicionamento dos principais planos de saúde e do corpo clinico, para ver a possibilidade do não encerramento”, detalhou o diretor.

Alexandre confirmou uma média de 40 partos/mês na maternidade que atende a saúde suplementar, número considerado baixo. “Desde que houve a separação do atendimento pelo SUS, em 2016, o número de partos no HNSD diminuiu drasticamente. Vale ressaltar que é um número muito pequeno se observarmos a estrutura que disponibilizamos, não só de equipamentos hospitalares, mas de equipe profissional. Nós temos plantonista médico obstetra, plantonista médico pediatra, além de uma equipe multiprofissional. Tudo isso para atender uma quantidade pequena de partos por mês”.

 

Manutenção dos empregos

Questionado sobre o desligamento de profissionais em eventual desativação do setor, o diretor executivo minimizou a possibilidade. “O que faremos é redirecionar os técnicos de enfermagem, enfermeiros e equipe multiprofissional. Então, não haverá este impacto – já que temos um ‘turn over’ muito alto, conseguimos absorver essa mão de obra”, respondeu.

A exceção é para os médicos que, “no caso do encerramento do serviço, não terão a atividade”.

 

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