Homem morre soterrado em garimpo clandestino na zona rural de Itabira

O garimpeiro Ailton Brandão da Silva, de 33 anos, morreu por soterramento quando tentava enriquecer em um garimpo clandestino de Águas Marinhas em Ribeirão São José, na zona rural de Itabira neste sábado, 23 de maio. Já passavam das 16h30 quando central de atendimento do 5º Pelotão de Corpo de Bombeiros e a central do […]

O garimpeiro Ailton Brandão da Silva, de 33 anos, morreu por soterramento quando tentava enriquecer em um garimpo clandestino de Águas Marinhas em Ribeirão São José, na zona rural de Itabira neste sábado, 23 de maio. Já passavam das 16h30 quando central de atendimento do 5º Pelotão de Corpo de Bombeiros e a central do Serviço e Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) receberam o comunicado que três homens haviam sido vítimas de soterramento na localidade.
 
Diante as primeiras informações, duas viaturas de resgate do Corpo de Bombeiros e duas ambulâncias do SAMU foram encaminhadas até o local. Os veículos de socorro entraram pela parte de baixo da Vila de Ribeirão São José, que fica cerca de quatro quilômetros da mina clandestina.
 
Na vila, as equipes encontraram uma das vítimas, o operador de máquinas Reginaldo Borges da Silva, de 35 anos, que apresentou um ferimento no rosto. Ele afirmou que estava trabalhando no local com o amigo – a vítima do acidente – e mais um rapaz que não conhece quando teria ocorrido o desmoronamento.
 
Foi relatado que uma pedra na entrada da gruta teria se desprendido atingido o seu rosto e soterrado Ailton Silva. De acordo com a testemunha, com dificuldades eles conseguiram retirar o amigo dos escombros arrastando para fora. Em seguida, desceram até a Vila para pedir ajuda.
 
Resgate
 
Com a chegada das equipes de resgate, Reginaldo alertou que o amigo estava com dificuldades para respirar. Eles subiram por uma trilha andando cerca de quatro quilômetros até o local onde a vítima estava. Com os equipamentos de atendimento de primeiros socorros as equipes constataram que a vítima estava imóvel, sem sinais vitais.
 
Enquanto isto as equipes deslocaram com os veículos até a portaria da Mineradora Belmont, que permitiu a entrada por uma área até o alto da montanha, facilitando a aproximação das equipes até uma porteira na área da Mineradora Cana, onde estavam os vigilantes armados da empresa Quality, contratada da Canã. Local onde as duas equipes se encontraram.
 
Desta porteira a reportagem acompanhou o médico e os bombeiros até o local onde a vítima se encontrava, andando por cerca de um quilômetro e meio em local de difícil acesso.
 
Chegando ao local o médico fez a constatação do óbito na vítima informando, inicialmente, aos bombeiros que a vítima morreu possivelmente decorrente a TCE (Traumatismo Crânio Encefálico). Ressaltando que somente o exame de necropsia poderá afirmar a causa mortis, disse o médico.
 
Em seguida, o profissional de saúde e os bombeiros retornaram até as viaturas onde ficaram aguardando a chegada da pericia técnica da Polícia Civil e da funerária por volta das 20h30. O corpo foi removido até o necrotério do cemitério da Paz.