Imagem de satélite impressiona ao revelar força do Supertufão Bavi no Oceano Pacífico

O fenômeno cruzou, pela segunda vez em apenas três meses, as Ilhas Marianas do Norte e Guam, território dos Estados Unidos

Imagem de satélite impressiona ao revelar força do Supertufão Bavi no Oceano Pacífico
Foto: Reprodução | Observatório da Terra da NASA/Michala Garrison

O Supertufão Bavi chamou a atenção da comunidade meteorológica internacional após uma imagem de satélite revelar a impressionante estrutura do fenômeno, considerado um dos ciclones tropicais mais intensos de 2026. Com ventos sustentados que chegaram a 290 km/h em seu pico e atualmente em torno de 250 km/h, o sistema avança pelo Pacífico Norte e deve seguir em direção a Taiwan, ao sul do Japão e à China continental nos próximos dias.

O fenômeno cruzou, pela segunda vez em apenas três meses, as Ilhas Marianas do Norte e Guam, território dos Estados Unidos, no último domingo (5). Durante sua passagem, provocou chuvas torrenciais, ondas de tempestade e ventos extremamente fortes, causando danos significativos à infraestrutura local.

Uma das imagens que mais repercutiu foi registrada pelo instrumento Visible Infrared Imaging Radiometer Suite (VIIRS), instalado no satélite NOAA-20. O registro mostra com riqueza de detalhes o olho perfeitamente definido do supertufão, evidenciando a organização e a intensidade do sistema no momento em que atingia seu auge.

O Bavi alcançou a categoria de supertufão ainda nas primeiras horas de 4 de julho, impulsionado pelas águas excepcionalmente quentes do Oceano Pacífico, com temperaturas próximas dos 30°C. O ciclone tornou-se o terceiro fenômeno de categoria 5 na escala Saffir-Simpson registrado em 2026.

Danos causados

Segundo informações divulgadas pela Nasa, a tempestade provocou danos severos em Guam, Rota e Saipan. Houve queda de postes e redes elétricas, alagamentos de rodovias, acúmulo de destroços e danos em diversos edifícios. Após a passagem do ciclone, equipes da Guarda Costeira dos Estados Unidos iniciaram operações para remover obstáculos das vias navegáveis e permitir a reabertura dos portos quando as condições do mar se tornassem seguras.

Especialistas apontam que o fortalecimento do Bavi está relacionado ao atual episódio de El Niño. Em artigo publicado pelo Yale Climate Connections, o meteorologista Jeff Masters explica que, durante anos de El Niño, os tufões tendem a se formar mais a leste do Pacífico, permanecendo por mais tempo sobre águas quentes. Esse cenário favorece uma intensificação mais rápida antes que os sistemas avancem em direção ao continente asiático.

Na última atualização, o Bavi seguia avançando pelo Mar das Filipinas com ventos máximos de cerca de 250 km/h. Os modelos meteorológicos indicam que o sistema deverá curvar sua trajetória para noroeste, aproximando-se de Taiwan, das Ilhas Ryukyu, no sul do Japão, e da costa da China continental. A expectativa é que o ciclone perca força gradualmente à medida que avance para latitudes mais altas, embora ainda possa provocar chuvas intensas, ventos fortes e mar agitado nas áreas sob sua influência.