Justiça condena a 16 anos de prisão um dos assassinos do fazendeiro Isnard

Junin foi condenado

Justiça condena a 16 anos de prisão um dos assassinos do fazendeiro Isnard
Após 12 horas de julgamento, José Martins Júnior, de 22 anos, conhecido como Junim, foi condenado a 16 anos de prisão pela participação na morte do fazendeiro Isnard Carvalhaes, em 2010, em Peçanha, a 58 km de Guanhães.
 
O suspeito Fernando Ferreira de Souza, de 24 anos, também foi levado a julgamento, mas em um acordo entre os advogados, ficou decidido por desmembrar os júris. O motivo seria dar aos réus tempo igual para defesa e acusação.
 
Considerado mentor do crime, Marcelo Júnior de Almeida, de 29 anos, continua foragido. Todos serão levados a júri popular, mas ainda não há informações sobre o agendamento do julgamento dos demais envolvidos.
A primeira testemunha ouvida foi a viúva da vítima, Dorotéia Carvalhaes, que em um depoimento emocionado recordou a vida ao lado do fazendeiro e o momento em que recebeu a notícia de sua morte. Foram ouvidas, em seguida, duas testemunhas, que prestaram informações sobre o réu, além da ex-companheira, que em seu depoimento entrou em diversas contradições, o que irritou o juiz Paulo Eduardo Neves.
Frieza
O acusado demonstrou frieza, permanecendo de cabeça baixa enquanto negava seu envolvimento no assassinato. O advogado de defesa, Cleuzo Salvino de Andrade, tentou provar que seu cliente não esteve na cena do crime e convencer os jurados de que o caso só tomou tamanha proporção devido às reportagens produzidas pela imprensa, em especial ao jornal Folha de Guanhães.
 
Foram contratados pela família, como assistentes de acusação, os advogados Carlos Eduardo Goulart e José Arteiro Cavalcante Lima, também representante de Sônia de Fátima Moura, a mãe de Eliza Samúdio, do caso do goleiro Bruno. Eles vieram de Belo Horizonte e atuaram juntamente com o advogado de Peçanha, Carlos França.
 
Homicídio duplamente qualificado
O motivo torpe contribuiu para a condenação do acusado. Ao que concluíram os advogados, os três agiram com frieza e premeditação contra o idoso, que era debilitado, sem condições de defesa. Junim foi condenado por homicídio duplamente qualificado.
 
Também foi colocado com muita intensidade o relacionamento que tinha a vítima com os acusados. Marcelo (foragido) era amigo de Isnard e frequentava a casa a qualquer hora do dia. Os três eram funcionários do fazendeiro e o abordaram tarde da noite. Marcelo teria chegado pedindo água e, ao ser recebido, ele e os colegas começaram a agir contra a vítima. Segundo o advogado de Junim, Cleuzo Andrade, a defesa já está dando entrada com o recurso contra a decisão do Judiciário.
 
 Com informações: Folha de Guanhães