“Maioline não dava conta de montar o esquema sozinho”, diz delegado do caso

Algemado, cabisbaixo, calado e usando o conhecido uniforme vermelho da Superintendência de Administração Penitenciária e Prisional (SUAPI). Assim estava Thales Maioline ao ser apresentado pela Polícia Civil, no final da manhã desta terça-feira, no Departamento de Investigações de Crimes contra o Patrimônio. O ex-investidor é responsável por lesar mais de 2 mil investidores, com valores […]

Algemado, cabisbaixo, calado e usando o conhecido uniforme vermelho da Superintendência de Administração Penitenciária e Prisional (SUAPI). Assim estava Thales Maioline ao ser apresentado pela Polícia Civil, no final da manhã desta terça-feira, no Departamento de Investigações de Crimes contra o Patrimônio. O ex-investidor é responsável por lesar mais de 2 mil investidores, com valores que, segundo as investigações, podem ultrapassar R$ 86 milhões, através da empresa Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros Ltda.

O esquema de pirâmide, como definiu o delegado responsável pelo caso, Dr. Anselmo Resende Gusmão, é bastante extenso e é praticamente certo que outras pessoas participaram da fraude. “A presença dos Thales aqui está esclarecendo algumas peças do quebra-cabeça. Mas apesar de todo o poder de persuasão dele, a forma como foi montado o esquema, sozinho ele não dava conta de fazer”, declarou.

Porém, as informações passados pelo delegado, revelam que Thales Maioline tenta assumir sozinho o prejuízo dos investidores, isentando outros participantes da fraude, principalmente sua irmã Iany Márcia Maioline, sócia da empresa. Ainda de acordo com o delegado, cerca de 350 pessoas já foram ouvidas no inquérito, entre vítimas lesadas pela fraude e familiares do ex-financista.

Em informações preliminares, o delegado do Departamento de Investigações , Islande Batista disse que não está definido se vai haver extensão do pedido de prisão temporária, prevista para terminar nesta quinta-feira. Maioline está preso no Ceresp da Gameleira, na capital mineira.