Manifestação de católicos obriga Câmara de Monlevade a transferir data de sessão ordinária
Presidente da Câmara de Monlevade, Pastor Carlinhos (PV), transferiu a sessão ordinária para o dia 13 – Tumulto teria colocado em risco a segurança do local
A assessoria de comunicação da Câmara Municipal de João Monlevade enviou uma nota à imprensa na manhã desta quinta-feira, dia 7, informando que a sessão ordinária adiada para hoje,foi transferida para o dia 13, próxima quarta.
A princípio, a reunião que começou nessa quarta, dia 6, teve que ser suspensa por 10 minutos. De acordo com a Câmara, centenas de fiéis católicos comparecerem à frente de sua sede, por voltas 17 horas, para promover uma manifestação a favor da volta do crucifixo. Na verdade, o símbolo católico tem sido o foco de uma grande polêmica, que tomou dimensões regionais.
Apesar do autor da retirada do crucifixo do Plenário, o vereador e presidente da Câmara, Pastor Carlinhos (PV), ter afirmado que a imagem foi retirada em função da laicidade do estado, como previsto na Constituição, muitos religiosos da Igreja Católica não concordaram. Isto, porque o vereador pertence a uma Igreja Evangélica na cidade.
Apesar do protesto, que se seguiu depois de reiniciada a sessão dessa quarta, o crucifico já havia voltado ao seu local de origem, por decisão liminar da justiça. A sentença foi emitida pelo Juiz de Direito Evandro Cangussu, nessa terça-feira, dia 5.
Entretanto, segundo declarações de sua assessoria, a Câmara afirmou que a manifestação dos católicos não ocorreu de forma ordenada. Conforme o seu Regimento Interno, durante as sessões ordinarias realizadas no Plenário não pode haver manifestações como palmas ou vaias, fato não acatado naquela sessão.
“Por esse motivo a sessão foi interrompida duas vezes, chegando a ser suspensa por 10 minutos. Passado os 10 minutos para a retomada da sessão, novo tumulto teve início e, diante da superlotação, falta de segurança aos cidadãos e não manutenção da ordem, o presidente da Casa, Pastor Carlinhos (PV) teve de encerrar a reunião”, disse em Nota o assessor Héverton Elias.