Máquinas voltam a operar em trecho da BR-381 entre Barão de Cocais e Caeté

Após permanecer cerca de dois meses sem sinal de máquinas, as obras de duplicação da BR-381, no trecho que compreende Barão de Cocais a Caeté, parecem voltar à normalidade. A DeFato Online recebeu relatos e imagens nesta quinta-feira, 28 de março, que mostram o retorno das intervenções na rodovia. De acordo com Ismar Soares, empresário […]

Máquinas voltam a operar em trecho da BR-381 entre Barão de Cocais e Caeté
Trator está operando nesta quinta na BR 381; máquinas haviam “sumido” das obras

Após permanecer cerca de dois meses sem sinal de máquinas, as obras de duplicação da BR-381, no trecho que compreende Barão de Cocais a Caeté, parecem voltar à normalidade. A DeFato Online recebeu relatos e imagens nesta quinta-feira, 28 de março, que mostram o retorno das intervenções na rodovia.

De acordo com Ismar Soares, empresário que possui um comércio
às margens da estrada, equipamentos já estão trabalhando no viaduto próximo ao
trevo de Caeté. “As máquinas estão a todo vapor, parece que agora retornaram as
obras”, disse.

Em reunião realizada no último dia 20, políticos representantes do Médio Piracicaba cobraram do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) um posicionamento quanto ao prazo para o término das obras.

As autoridades da região disseram que, na reunião, o coordenador de Engenharia do Dnit em Minas Gerais, Sergio Garcia, falou sobre a retirada de máquinas e trabalhadores do lote 7, entre Barão de Cocais e Caeté, no período de chuvas e prometeu o retorno em breve. Já a assessoria de imprensa do órgão informou que, em momento algum, as obras foram paralisadas.

Outro ponto controverso é sobre o prazo de finalização do trecho. O entendimento comum dos participantes da reunião no Dnit foi de que as obras nas estradas entre os lotes 3.1 e 7 seriam entregues até dezembro. A assessoria do Dnit, no entanto, afirmou que “o período se refere ao fim dos prazos contratuais e que a finalização das obras depende de dotação orçamentária”.

Motoristas relatam transtornos causados pelas obras

Motorista no ramo de encomendas, Marcos Antônio Silva passa pela BR-381 há 10 anos. Para o condutor, os trechos que apresentam estrutura mais crítica são os entre Caeté, Roças Novas e Bom Jesus do Amparo. “Essa estrada tem exigido muito da gente que passa todos os dias por ela. Muitas deformações na pista e péssima sinalização. Sempre encontramos acidentes, carros com pneus estourados ou trânsito intenso. Neste período de chuva então, os pontos de alagamento são diversos. Atrasa muito a viagem, às sextas-feiras o tempo mínimo no retorno de Belo Horizonte a Itabira é de quatro horas”, disse.

André Nogueira, motorista na área da saúde em Itabira e que sempre transporta pacientes para consultas ou acompanhamento médico na capital, também relata dificuldades com a má situação da rodovia e os engarrafamentos, principalmente quando está dirigindo um veículo maior, como um ônibus. “Se um paciente tem consulta às 7h, precisamos sair de Itabira no máximo às 3h da manhã, ou seja, quatro horas em um trecho que geralmente seria feito em duas horas”.

O motorista acrescenta ainda que os veículos são afetados com a atual estrutura. “Ocorrem muitos problemas mecânicos, além do desgaste na suspensão e nos pneus”.