Marcela lamenta ausência de mulheres na próxima legislatura
Marcela Cristina criticou ausência de mulheres na Câmara a partir de 2017
A vereadora Marcela Cristina (PR) lamentou nessa terça-feira, 4 de outubro, durante a reunião da Câmara, que nenhuma mulher tenha sido eleita para a próxima legislatura. Para a republicana, a Casa perde em representatividade e fica prejudicada na participação em conselhos e entidades que discutem temas voltados para as mulheres.
Marcela recebeu 681 votos no domingo, 2 de outubro, e não conquistou a reeleição. Apesar disso, foi a mulher mais bem votada nas eleições. A segunda no ranking foi Nádia Sales (PT), com 506; a terceira, Lena Primo (PTB), aparece mais distante, com 365 votos. “Eu fiquei muito triste. A gente tinha várias mulheres participando do pleito. Eu sei que foi eleita uma mulher como vice-prefeita, mas são poderes independentes”, lamentou a vereadora, citando Dalma Barcelos (PDT), que concorreu na chapa com o prefeito eleito Ronaldo Magalhães (PTB).
Para Marcela, Itabira perde com a ausência de mulheres na Câmara. Perde em representatividade da população no Legislativo e em participação da Casa em discussões importantes. Ela citou eventos e debates em que representou o município por ser a única representante feminina da atual legislatura e apontou que a Câmara ficará ausente nesses debates por não ter mais uma mulher entre os membros.
“A mulher tem uma sensibilidade diferente e pode entrar em discussões diferentes. Neste período que eu estive aqui eu posso destacar a participação da Câmara na Comissão de Enfrentamento à Violência, desde 2013; participação na mesa de debate que discutiu políticas públicas para a saúde da mulher; cobrança para a implementação do conselho, que já existia desde 1999 e ainda não havia sido efetivado; realização aqui na cidade da primeira conferência de mulheres, com aproximadamente 400 participantes. São processos que eu imagino que a cidade tenha a perder com essa falta de representatividade”, avaliou.
Marcela Cristina se colocou à disposição do Legislativo para continuar participando da Comissão de Enfrentamento à Violência e no Conselho Municipal da Mulher. “No que eu puder participar, eu farei esse papel, mesmo que não no Legislativo, mas como cidadã”, afirmou.




