Mesmo com corte no Orçamento, governo garante mínimo de R$ 465
As sequelas provenientes da crise financeira internacional sobre a economia do Brasil farão com que o governo corte R$ 37,2 bilhões do Orçamento Geral da União para 2009. De acordo com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a redução não comprometerá, entretanto, o valor do salário mínimo a ser pago a partir de fevereiro. […]
As sequelas provenientes da crise financeira internacional sobre a economia do Brasil farão com que o governo corte R$ 37,2 bilhões do Orçamento Geral da União para 2009.
De acordo com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a redução não comprometerá, entretanto, o valor do salário mínimo a ser pago a partir de fevereiro. Assim, o governo optou por manter a quantia em R$ 465.
Ele ainda complementa que o corte é provisório, valendo até março, quando o governo deverá anunciar um contingenciamento na execução das verbas previstas. Dessa contenção, R$ 22,6 bilhões referem-se ao custeio de máquinas e R$ 14,6 bilhões, a investimentos.
Prioridades
Ainda segundo o ministro, a crise proporcionará um crescimento menor e, portanto, a capacidade de receita do País também será inferior. E, mesmo diante desse quadro, o governo pretende manter as prioridades.
"O PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] será mantido, os programas sociais, a área de educação, assistência, saúde, os programas de desenvolvimento de tecnologia são muito importantes. Também vamos manter os incentivos à habitação. Isso será capaz de ajudar a gerar mais emprego, com isso, gerar renda, e manter o crescimento econômico", ressaltou.
Ele ainda acrescenta que cerca de R$ 111 bilhões ainda ficarão disponíveis para serem executados este ano.