MG terá de qualificar 1,17 milhão de trabalhadores industriais até 2023
Mapa do Trabalho Industrial é elaborado pelo Senai para subsidiar a oferta de cursos da instituição
O estado de Minas Gerais terá de qualificar 1.175.667 trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior, técnico, qualificação e aperfeiçoamento entre 2019 e 2023. Os dados são do Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para subsidiar a oferta de cursos da instituição. Os dados foram divulgados no site da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) nesta terça-feira (1º).
Conforme o levantamento, as ocupações têm em sua formação conhecimentos de base industrial e por isso são oferecidas pelo Senai, mas os profissionais podem atuar em qualquer setor da economia. A demanda prevista pelo estudo inclui, em sua maioria, o aperfeiçoamento (formação continuada) de trabalhadores que já estão empregados.
Em parcela menor (26%) estão aqueles que precisam de capacitação para ingressar no mercado de trabalho (formação inicial). Nesse grupo estão pessoas que vão ocupar tanto novas vagas quanto postos já existentes e que se tornam disponíveis devido à aposentadoria, entre outras razões. Além de subsidiar a oferta de cursos do Senai, o Mapa do Trabalho pode apoiar jovens na escolha da profissão e trabalhadores que desejam se recolocar no mercado.
“O profissional qualificado de acordo com a necessidade do mundo de trabalho tem mais chances de manter o emprego e também pode conseguir uma nova oportunidade mais facilmente quando as vagas forem oferecidas”, afirma o diretor geral do Senai, Rafael Lucchesi.
Formação de técnicos
As áreas que mais vão demandar a capacitação de profissionais com formação técnica em Minas Gerais são transversais; metalmecânica; eletroeletrônica; energia e telecomunicações; e construção. Profissionais com qualificação transversal trabalham em qualquer segmento, como técnicos em eletrotécnica e técnicos de controle da produção. Cursos técnicos têm carga horária entre 800 horas e 1.200 horas e são destinados a alunos matriculados ou egressos do ensino médio. Ao término, o estudante recebe um diploma. (Fonte Fiemg)