Minas Gerais terá reforço para garantir o trabalho decente na Copa do Mundo
O combate à exploração sexual, ao trabalho infantil ou forçado e ao tráfico de pessoas será reforçado durante a Copa do Mundo em Minas Gerais. Representantes do governo, da sociedade civil, organizações empresariais e sindicatos participaram de uma oficina nessa sexta-feira, 7 de fevereiro, em Belo Horizonte, para planejar uma série de ações que garantam […]
O combate à exploração sexual, ao trabalho infantil ou forçado e ao tráfico de pessoas será reforçado durante a Copa do Mundo em Minas Gerais. Representantes do governo, da sociedade civil, organizações empresariais e sindicatos participaram de uma oficina nessa sexta-feira, 7 de fevereiro, em Belo Horizonte, para planejar uma série de ações que garantam atividades dignas às pessoas. Na oportunidade, os representantes de cada instituição assinaram um protocolo de intenções pelo emprego e trabalho decente para o Mundial.
A Oficina ‘Promoção do Trabalho Decente nos Grandes Eventos’ é resultado de uma parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Governo de Minas e Fórum Nacional de Secretarias do Trabalho (Fonset), com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O encontro envolveu mais de cem pessoas em grupos de discussões. A iniciativa atende à Lei Geral da Copa – 12.663 – que estabelece a possibilidade de campanhas relacionadas ao tema.
Durante o evento, o secretário de Estado adjunto de Trabalho e Desenvolvimento Social, Juliano Fisicaro, lembrou das ações desenvolvidas pelo Governo de Minas nas áreas da assistência social e para crianças e adolescentes. “Já atuamos para combater o trabalho infantil, que é uma das premissas dessa oficina, e essa é mais uma etapa de luta para promover o trabalho decente. E será um importante legado da Copa”, destacou.
O protocolo de intenções também prevê a promoção da segurança e da saúde no trabalho, capacitação de trabalhadores, contratação de cooperativas e associações de catadores de material reciclável, a transformação de empregos temporários em permanentes, entre outras.
A representante da Organização Internacional do Trabalho, Andrea Bolzon, apresentou as potencialidades e os riscos que o Mundial pode trazer. “A Copa deverá agregar R$ 183 bilhões ao PIB do Brasil até 2019. E os trabalhos e empregos informais, precários e jornadas exaustivas podem ser os riscos”, ressaltou.
“A Copa do Mundo está próxima e temos que atuar de forma conjunta. Já identificamos as demandas. É hora de apresentarmos projetos e a oficina é importante, para que também tenhamos preocupação com outros eventos futuros”, disse o presidente da Força Sindical, Luis Carlos Miranda.
O encontro também contou com as participações do secretário de Relações de Trabalho do MTE, Manoel Messias, do assessor-chefe da Assessoria de Articulação e Participação Social, Ronaldo Pedron, do subsecretário de Trabalho e Emprego, Hélio Rabelo e do representante dos empregadores, Carlos Fabiano Braga. (Agência Minas)