Ministro defende debate sobre jornada de trabalho de quatro dias
A semana de quatro dias úteis vem sendo testada em algumas empresas do Brasil e do exterior
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu que o Congresso Nacional comece a debater sobre a redução da jornada de trabalho em até quatro dias úteis. A sugestão ocorreu durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, e o ministro afirmou que está na hora de realizar a discussão e que os parlamentares devem se debruçar sobre o assunto.
A semana de quatro dias úteis vem sendo testada em algumas empresas do Brasil e do exterior. “Há debates acontecendo, de experimentos em relação a se pensar em três dias na semana ou quatro dias. Se tem um debate sobre as tecnologias, a inteligência artificial, as plataformas que temos, é necessário que se pense a jornada”, disse o ministro do Trabalho e Emprego.
Luiz Marinho afirmou que ainda não levou o tema para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas acredita que o petista não seria contra o debate de diminuir a jornada sem a redução de salários.
Debate sobre aplicativos
Ainda durante o Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, Marinho também detalhou ações que o governo pretende adotar sobre os trabalhadores de aplicativos, como motoristas ou entregadores. O ministro lembrou do pacto feito entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Joe Biden, dos Estados Unidos, para ampliar direitos trabalhistas dessas categorias. De acordo com ele, o tema já é debatido mundialmente, com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Mercosul avançando na determinação de protocolos.
“Já temos acordado com o setor de aplicativos de quatro rodas, de transporte de pessoas, as bases já estão acordadas e deverão ser chanceladas em breve. Após a chancela, enviaremos essa regulamentação ao Parlamento. Já no que tange a quem trabalha para aplicativos de entregadores ainda não chegamos a um acordo, não está fácil, então, nesse caso, enviaremos um projeto arbitrando o que deve ocorrer, porque as empresas donas do negócio estão muito duras em relação às negociações” informou Marinho.




