Mobilização comunitária é o grande desafio da Rede de Vizinhos Protegidos
Nilson Pereira, presidente da Associação do bairro 14 de fevereiro,que possui o programa Rede de Vizinhos Protegidos
Desde 2009, Itabira discute a implantação do programa Rede de Vizinhos Protegidos. Até hoje apenas um bairro, o 14 de Fevereiro, conseguiu implantar, de fato, o sistema. Existente em outras cidades, como Belo Horizonte, a rede já provou que dá resultados. O maior obstáculo, no entanto, é a mobilização comunitária.
Em época de férias, a preocupação com a segurança patrimonial aumenta ainda mais. Segundo o comandante do 26º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Edvânio Rosa Carneiro, a polícia está realizando a operação Férias Segura, que visa prevenir furtos e arrombamentos a residências. Para isso, a participação da comunidade é fundamental, principalmente denunciando situações suspeitas.
“É aquele velho ditado. ‘A ocasião faz o ladrão’”, diz o comandante. De acordo com ele, é preciso prevenir. “Não adianta reforçar a tranca de uma janela depois que o ladrão já passou por ela”, exemplifica Edvânio, que elogiou o bairro 14 de Fevereiro pela iniciativa.
A Rede de Vizinhos Protegidos, em Itabira, já foi tema de reportagem inclusive do Jornal Estado de Minas, que trouxe matéria de página inteira sobre o assunto. Basicamente o programa funciona da seguinte forma: os vizinhos tomam conta das residências uns dos outros, e acionam a polícia em qualquer situação suspeita. Todas as casas integrantes do programa têm uma placa de identificação e os moradores usam apitos para alertar os demais em caso de algum suposto ladrão.