“Mulheres não podem se menosprezar”, diz palestrante em evento da Acita

Segundo Yeda, as mulheres não podem se menosprezar

“Mulheres não podem se menosprezar”, diz palestrante em evento da Acita

Empoderamento, coragem e troca de experiências.  Esse foi o clima na manhã dessa quarta-feira, 15 de março, do Café Empresarial, da Câmara da Mulher Empreededora, da Associação Comercial, Industrial de Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita), em comemoração ao mês da mulher.

O evento aconteceu das 7h30 às 10h, no auditório da associação. Com a presença de diversas mulheres, empresárias, professoras, comerciantes, entre outras, a presidente da Câmara Estadual da Mulher Empreendedora da Federaminas, Yeda Fernal, apresentou a palestra “A Mulher no Século XXI”.

Yeda mostrou fatos e dados da evolução das mulheres ao longo do século XX e XXI. Com frases do tipo “não temos a obrigação de sermos perfeitas” e “não temos que ser feministas, mas femininas”, a palestrante motivou os presentes. “Temos que parar com essa mania de nos menosprezar. Temos medos bobos e coragens imensas”, disse, destacando que se a mulher está bem consigo mesma, todos em sua volta também estarão.

Após a apresentação de Yeda Fernal, Maria Aparecida Albuquerque Bueno da Auto Peças Lana participou do “case de sucesso”. Maria Aparecida contou sobre a história da empresa, metas e características do empreendedorismo.


Maria Aparecida, "Cidinha da Lana", contou que junto com o marido conseguiu vencer obstáculos

Mulheres poderosas

Números apresentados por Yeda mostram que o número de mulheres empreendedoras estão crescendo, mas que ainda existe desigualdade em relação aos homens. Apenas 6% de cargos CEO são ocupados por mulheres.

A presidente lembrou que somente em dezembro de 2015 que as mulheres da Arábia Saudita conquistaram o direito ao voto e candidaturas. E que a Islândia é o primeiro país do mundo em que existe o 50% a 50%, direitos iguais entre gêneros. “Este é o nosso momento. O retorno ancestral às forças femininas. O mundo vai parar para nós”, ressaltou.

A concentração de mulheres brasileiras sócias nas empresas se difere regionalmente. No sudeste, representam 52,06% do total; no sul, 19% e no nordeste, %16,53. A idade média das empreendedoras é de 44 anos. As mulheres também representam 44% da população economicamente ativa.

No final, Yeda questionou as mulheres: “Porque devem participar da Câmara?”. Segundo ela, é um trabalho voluntário que gera ganhos diretos e indiretos. “Cada uma de nós saberá medir”, finalizou.

Protagonistas

O presidente da Acita, Eugênio Müller, acredita que eventos como esses são uma oportunidade de proclamar as mulheres que elas assumam o protagonismo na sociedade.

Segundo Eugênio, boa parte dos empreendedores que entraram nos últimos anos no mercado são mulheres. “Porque elas têm essa capacidade. Conseguem fazer múltiplas tarefas. Precisamos não só prestigiar, mas também abrir espaços e dar oportunidades”, disse.