Nova licitação para projeto de captação de água no rio Tanque deve sair em 150 dias

Nenhuma empresa se interessou pelo processo de licitação que tinha como objetivo contratar uma empresa especializada para elaborar o projeto de captação de água no rio Tanque, em Itabira. Como já havia dito o prefeito Damon Lázaro de Sena, além do recurso de R$ 1,2 milhão liberado pelo Governo Federal, por meio do Programa de […]

Nenhuma empresa se interessou pelo processo de licitação que tinha como objetivo contratar uma empresa especializada para elaborar o projeto de captação de água no rio Tanque, em Itabira. Como já havia dito o prefeito Damon Lázaro de Sena, além do recurso de R$ 1,2 milhão liberado pelo Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), será preciso outro aporte de pelo menos mais R$ 1 milhão.
 
Segundo o engenheiro do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Jorge Borges, a expectativa é que o novo processo de licitação aconteça dentro de 150 dias. De acordo com Jorge, a Prefeitura de Itabira vai destinar ao projeto a verba de R$ 1 milhão que, adicionada ao recurso já existente, resultará em R$ 2,2 milhões para o projeto. Com essa quantia, acredita-se que haverá empresas interessadas.
 
Tanto o Saae quanto a Prefeitura sabiam que o dinheiro do PAC2 seria insuficiente. Mesmo assim, foi preciso abrir a licitação para deixar claro à Caixa Econômica Federal (CEF) que o dinheiro não dava. O prazo de 150 dias é o tempo que a Prefeitura de Itabira precisa para definir de onde sairá o recurso adicional, que precisa ser aprovado pela CEF.
 
Segundo Jorge, quando liberou o dinheiro para Itabira, o Governo Federal avaliou a quantidade de habitantes, e não as dificuldades técnicas do projeto. Ou seja: se o rio Tanque estivesse mais próximo e a topografia fosse mais favorável, o recurso seria o mesmo, porque o critério é a quantidade de moradores.
 
Mas Itabira tem uma topografia muito acidentada e a captação ficará a 18 km da sede do município. Além do projeto hidráulico, tem ainda o elétrico e as casas de bombas – três no total –, que serão responsáveis por levar a água a uma altura de 440 metros até o reservatório. O Saae sondou três empresas de Belo Horizonte e todas disseram que não fazem o projeto por menos de R$ 2,2 milhões.