Nova variante da covid é confirmada em 23 países

Denominada de BA 3.2, a nova cepa tem maior escape imunológico dos anticorpos que outras dominantes atualmente

Nova variante da covid é confirmada em 23 países
Foto: Freepik/Ilustração

Ao menos 23 países confirmaram a identificação do vírus que causa a covida-19 (SARS-CoV-2).

China, Estados Unidos, Austrália e nações europeias já acusaram casos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Denominada de BA 3.2, a nova cepa tem maior escape imunológico dos anticorpos que outras dominantes atualmente, por ter sofrido mutações que dificultam o reconhecimento pelo sistema imune humano, facilitando reinfecções e reduzindo a eficácia de vacinas e anticorpos já existentes.

A nova cepa apresenta entre 70 a 75 mutações na proteína Spike, localizada na superfície do vírus, usada pela SARS-CoV-2 para se ligar e infectar células humanas.

Das duas variantes predominantes no mundo, a JN.1 é coberta pelos imunizantes atuais, enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Anvisa determinaram que as novas vacinas se adaptem para combater a LP.8.1.

A nova variante foi identificada pela 1ª vez em um menino de 5 anos, na África do Sul, em novembro de 2024. Posteriormente, em março de 2025, foi identificada em Moçambique, depois na Holanda e na Alemanha.

As identificações da BA 3.2 voltaram a crescer em setembro de 2025, com cerca de 30% das sequências diagnosticadas na Dinamarca, na Alemanha e na Holanda dessa nova variante.

As cepas foram identificadas nos EUA em viajantes japoneses, quenianos, holandeses e do Reino Unido. A linhagem apareceu também na análise de 132 amostras de esgoto de 25 estados norte-americanos.

A OMS afirma que ainda não se comprovou a ineficácia dos imunizantes atuais no combate a essa nova variante, nem que ela possa causar uma infecção mais forte. Não houve aumento de internações ou mortes pela linhagem já identificadas, mas avaliou em dezembro de 2025 que, de fato, a BA.3.2 tem, de fato um escape “substancial” se comparada com outras cepas.

Para a OMS, até o momento a BA.3.2 aparentemente não apresenta riscos adicionais à saúde pública e que por enquanto, a principal medida segue sendo a vacinação contra a covid-19.

*Fonte: Poder360