O início do aglomerado sem-terra

  Foi em 2001 que teve início um dos maiores problemas sociais da história de Itabira: o aglomerado sem-terra, que mais tarde viria a ser chamado de Carlos Drummond de Andrade por seus moradores. A primeira matéria de DeFato sobre o assunto foi no mês de fevereiro. Naquele ano, cerca de 20 famílias já se […]

O início do aglomerado sem-terra

 

Foi em 2001 que teve início um dos maiores problemas sociais da história de Itabira: o aglomerado sem-terra, que mais tarde viria a ser chamado de Carlos Drummond de Andrade por seus moradores. A primeira matéria de DeFato sobre o assunto foi no mês de fevereiro. Naquele ano, cerca de 20 famílias já se instalavam nas terras da família Rosa.
 
A reportagem de DeFato esteve no aglomerado para acompanhar de perto o que se iniciava naquela área próximo ao Cemitério da Paz, no bairro São Cristóvão. A impressão que se teve foi de que o problema duraria por muitos anos. Por isso, a matéria recebeu o título de “A nova Itabira”. Em 2001 o dono do terreno, José Machado Rosa, já havia entrado na Justiça para ter a reintegração de posse.
 
No início da ocupação, a reportagem constatou que empresários do ramo imobiliário e até políticos se aproveitavam da situação para vender terrenos no local. A própria equipe de DeFato foi abordada por um rapaz de 18 anos para comprar lotes no valor de R$ 200. No local havia denúncias de prostituição, inclusive infantil. Na edição de março, uma moradora concedeu entrevista e afirmou que havia uma máfia no aglomerado Ela demonstrava pavor por causa de pessoas de má índole que passaram a se aproveitar e morar no local invadido.
 
Política
 
Na edição de janeiro, DeFato fez um extenso levantamento sobre os novos prefeitos da região, com as metas e desafios que eles iriam encontrar em suas respectivas cidades. Em Itabira, a nova administração disse ter encontrado R$ 40 milhões em dívidas, além de denunciar sumiço de equipamentos, desmanche de veículos e máquinas.