OCELMI e DR80 reinventam clássicos do rock em show na Fundação

Apresentação foi uma das atrações do 14º dia do Festival de Inverno de Itabira

OCELMI e DR80 reinventam clássicos do rock em show na Fundação
Foto: Victor Eduardo/DeFato Online
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É possível combinar rock com música clássica? Na noite deste sábado (9), a Orquestra de Câmara da Escola Livre de Música de Itabira (OCELMI) e a banda DR80 provaram que sim. Às 20h, no teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, os conjuntos subiram aos palcos para apresentar, por meio de um concerto, diversos clássicos do rock em versões repaginadas.

Estiveram presentes no repertório músicas como “Something”, dos Beatles, “Every breath you take”, do The Police, “Dust in the wind”, do Kansas, e “Perfect Strangers”, do Deep Purple. Ainda foram apresentadas ao público presente canções autorais do DR80, como “Essa mulher” e “Quem é você?”, que também ganharam uma nova roupagem.

Ambos os projetos foram criados em 2010. Comandada pelo maestro Cláudio Lage, a orquestra possui o objetivo de “desmistificar o conceito de que a música para concerto é algo inacessível”. Já a DR80, também criada em Itabira, bebe da fonte de alguns dos movimentos mais consolidados do rock, como o Grunge e o Heavy Metal. Compõem o grupo Del Torres (vocal/baixo), Rodrigo Rodrigues (guitarra) e Rafael Fontes (bateria).

Oportunidade de ouro

À DeFato Online, Del Torres comentou sobre a oportunidade do DR80 apresentar suas próprias composições. Ele fala sobre uma sensação de “arrepio”.

“Uma das partes mais legais do projeto, foi até uma contrapartida que pedimos. E às vezes estamos tocando ou ensaiando, e dá um arrepio, você sente algo diferente”, afirma.

“Nós somos um trio, baixo, bateria e guitarra, então temos que preencher os espaços vazios. Mas, nesse caso, tínhamos que dar espaços para eles (orquestra) tocarem. Então foi uma dinâmica totalmente diferente”, completou o guitarrista da banda, Rodrigo Rodrigues, o “Peso”.

Rodrigo, aliás, realizou uma bonita homenagem ao seu pai, falecido em 2020, dedicando a ele a música “Essa mulher”.

“A gente ia tocar em maio de 2020 aqui, meu pai estava vivo ainda, era a música preferida dele. Ele estava super empolgado com o show com a orquestra, mas não teve a oportunidade de ver em vida. Então quis fazer essa homenagem para ele hoje. Não tenho nem palavras para explicar direito”, disse emocionado.

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O guitarrista do DR80, Rodrigo Rodrigues. Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

Casamento perfeito

Perguntado se alguma vertente do rock era mais propícia à união com a música clássica, o maestro Cláudio Lage afirmou que o gênero, como um todo, possibilita esse “casamento”.

“Acho que o estilo todo é propício. A gente vai selecionando as músicas, aquelas que podem ficar mais interessantes, que cabem mais pra formação da banda, para formação da orquestra. E aí é bem variado, não tem uma receita pronta”, explica.

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Foto: Victor Eduardo/DeFato Online