ONG itabirana cria grupo para fiscalizar atuação dos vereadores

Segundo o professor Fernando, o grupo é uma “entidade voluntária e independente”

ONG itabirana cria grupo para fiscalizar atuação dos vereadores

Integrantes da Organização Não Governamental (ONG) Associação pelo Desenvolvimento de Itabira (ADI) criaram recentemente um órgão denominado "Grupo de Acompanhamento do Legislativo Itabirano" (GALI), com o objetivo de avaliar e fiscalizar a atuação dos vereadores itabiranos. 

De acordo com um panfleto distribuído na última reunião da Câmara, na terça-feira, 5 de fevereiro, por um dos coordenadores da iniciativa, o professor Fernando Moreira Cunha, o grupo é uma "entidade voluntária e independente" que objetiva acompanhar de forma sistemática o legislativo municipal.
 
O GALI tem como principais metas "mudar as práticas políticas que prejudicam a população"; "fortalecer o legislativo para torná-lo forte, autônomo e transparente (…)"; e "contribuir para o vereador melhorar a educação política da sociedade estimulando o exercício da cidadania". 
 
Os integrantes do grupo pretendem acompanhar semanalmente as reuniões da Câmara e adotar um sistema de avaliação periódica dos vereadores. Eles receberão, individualmente, notas de 0 a 10 conforme a respectiva atuação.
 
No panfleto, os coordenadores afirmam ainda que haverá "tolerância zero em caso de corrupção envolvendo vereadores". Em contrapartida o grupo afirma que pretende "ter um relacionamento cordial" com os representantes da Câmara.
 
Na carta o Gali se compromete também a estabelecer parcerias com outras organizações e "denunciar na mídia" práticas e ações que o grupo entenda como antiéticas. Os integrantes pretendem promover palestras e debates políticos em associações de bairros e criar "ferramentas" para fiscalizar também as ações do poder Executivo do município.