Patrimônios dos candidatos a prefeito de Itabira somam R$ 4,5 milhões

Talmo Oliveira, César da Dular, Ronaldo Magalhães, Bernardo Mucida e Dr. Damon disputam a Prefeitura de Itabira em 2016

Patrimônios dos candidatos a prefeito de Itabira somam R$ 4,5 milhões

Os patrimônios dos candidatos a prefeito de Itabira somam R$ 4.551.414,01, de acordo com o que os próprios postulantes declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Talmo Oliveira (DEM), com R$ 1,5 milhão, é o que mais acumula bens, segundo a relação divulgada pela Justiça. Na outra ponta está o atual prefeito e candidato à reeleição, Dr. Damon (PV), que declarou R$ 267,7 mil em propriedades.

Na lista declarada por Talmo estão três apartamentos, sendo um deles avaliado em pouco mais de R$ 796 mil. O democrata também divulgou ter ações em empresas, participação direta na sociedade de uma firma de esportes e saldos em contas poupança e corrente, além de investimentos em programas de rendimentos. O patrimônio total do candidato é de R$ 1.581.091,48.

O segundo na lista de bens é o empresário César da Dular (PMDB), que declarou R$ 1.247.372,24. A maior parte do patrimônio está relacionada às quotas de capital em sua empresa revendedora de eletrodomésticos, que somam R$ 433.990,00. O peemedebista ainda incluiu na declaração de bens um apartamento pronto e dois em construção, 50% de um imóvel no distrito de Ipoema, dois lotes e aplicações em contas bancárias.

Em terceiro lugar aparece Ronaldo Magalhães (PTB). O ex-prefeito e ex-deputado estadual declarou à Justiça Eleitoral acumular R$ 1.167.611,50 em patrimônio. Os bens do petebista incluem uma casa avaliada em R$ 430 mil, um apartamento, um carro, uma loja e R$ 220 mil em espécie.

Bernardo Mucida (PSB) é o quarto no ranking de patrimônios informados ao TSE. O vereador divulgou ter acumulado R$ 287.600,00. A lista tem metade de um apartamento, valorizada em R$ 250 mil, uma caminhonete e R$ 9,6 mil em conta corrente.

Último na lista, o atual prefeito Damon Lázaro de Sena declarou à Justiça Eleitoral ter R$ 267.738,79. Os bens do pevista incluem um automóvel de R$ 105.341,42, uma casa de R$ 101.943,32, um carro popular, participação no capital social da Unimed e saldos em agências bancárias.

Vices

Entre os postulantes a vice-prefeito, a liderança do ranking, com folga, é de Geraldo Torrinha (PHS), que forma chapa com Bernardo Mucida. O vereador declarou ter R$ 1.013.527,05, incluindo três imóveis residenciais na cidade e outros dois na zona rural, um carro popular, uma sala comercial, R$ 180 mil na poupança e mais R$ 22 mil em espécie.

Maria Lúcia Gazire (PT), vice de César da Dular, declarou ter R$ 192.375,75; José Coelho (PRTB), companheiro de chapa da Damon, tem R$ 125.395,92; Dalma Barcelos (PDT), vice de Ronaldo Magalhães, apontou R$ 40 mil em bens; por fim, Laudicea Freitas (Pros), da mesma chapa de Talmo, indicou ter apenas R$ 80,00 de patrimônio.


Geraldo Torrinha, Maria Lúcia Gazire, José Coelho, Dalma Barcelos e Laudicea Freitas estão nas chapas como vice

Variação

Na declaração de bens divulgada pelo TSE para as eleições de 2016 chama atenção a variação no patrimônio dos candidatos que já participaram de pleitos anteriores. O atual prefeito Damon Lázaro de Sena, por exemplo, em 2012, quando foi eleito, havia declarado R$ 728.800,00. Neste ano, o montante caiu para R$ 267.738,79, uma redução de 63,26%.

Na última eleição Damon havia declarado uma casa no valor de R$ 400 mil, o que já superaria a declaração do pleito atual. O patrimônio do atual prefeito ainda incluía duas motos e valores em contas bancárias mais altos dos que foram divulgados em 2016.

Do outro lado estão candidatos que tiveram aumento de patrimônio. Em 2012, os bens de Geraldo Torrinha somavam R$ 474.759,24 e tiveram um salto para R$ 1.013.527,05, elevação de 113,48%. O vereador declarou exatamente as mesmas propriedades de 2016, mas, no ano atual, os preços dos imóveis foram reajustados e estão mais valorizados do que na última eleição.

O patrimônio de Ronaldo Magalhães também aumentou. Em 2012, quando foi derrotado nas eleições municipais, o petebista havia declarado R$ 930.420,44, valor que em 2016 subiu para R$ 1.167.611,50, o que representa variação positiva de 25,5%. Na comparação com a declaração anterior, Ronaldo se desfez de uma loja, adquiriu um veículo e acumulou dinheiro em espécie.

A variação no patrimônio de Bernardo Mucida foi de 94,3%. Em 2012, quando se elegeu vereador, o socialista apresentou R$ 148 mil em bens. Neste ano, o valor subiu para R$ 287,6 mil. O apartamento do candidato foi valorizado, ele trocou o automóvel por outro pouco mais caro e em 2016 ainda acresceu uma aplicação bancária.