Peixes aparecem mortos depois da passagem da lama em Ipatinga
Animais não resistiram a turbilhão provocado por passagem de onda de lama vinda de barragens de mineradora
Apesar de o rio Doce continuar dentro da calha e sem transbordamento com a chegada do "mar de lama" vindo do rompimento de duas barragens de rejeitos, que ocorreu naúltima quinta-feira, 5 de novembro, diversos peixes pagaram um preço alto pela catástrofe. Depois da passagem da lama, por volta das 9h na Ponte Queimada, localizada entre o Parque Estadual do Rio Doce e o município de Pingo D'Água, os peixes foram recolhidos mortos à margem do rio Doce, em Ipatinga, repletos de barro. Entre os animais sem vida está, inclusive, uma tartaruga de água doce.
As cidades que fazem captação de água no rio Doce, como Governador Valadares e o distrito de Perpétuo Socorro, em Belo Oriente, terão que suspender a captação e avaliar a possibilidade de tratar a água com a lama. Se não houver essa possibilidade, o abastecimento precisa ser suspenso até a água voltar à condição possível de ser tratada.
Confirmada suspensão
No começo da noite desse sábado, 8 de novembro, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Governador Valadares, informou, em nota, que não é possível, após análise de água coletada em Ipatinga, tratá-la, devido ao seu alto nível de turbidez.
Desta forma, o abastecimento será interrompido até que a onda de lama passe. A interrupção será por, no mínimo, 48 horas. "Isso significa que a população deve economizar água ao máximo, até que o problema seja sanado e o abastecimento restabelecido", conclui nota da Prefeitura de Governador Valadares.