Plano Estratégico da região de Conceição do Mato Dentro temporariamente suspenso
Segundo Alisson, o diagnóstico da região está pronto. Falta a elaboração das propostas
O Plano Regional Estratégico em torno dos grandes projetos minerários do Médio Espinhaço, iniciado no começo deste ano, foi temporariamente suspenso. O estudo, que estava sendo feito pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da UFMG, foi contratado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru) e paralisado devido ao congelamento do orçamento do Estado.
O projeto seria concluído no final deste ano. Com a interrupção, ficará para abril ou maio de 2014. De acordo com o professor Alisson Flávio Barbieri, pesquisador do Cedeplar e líder da equipe de pesquisadores, o diagnóstico da região está pronto. Falta a elaboração das propostas, com a participação da comunidade.
“Quando a Secretaria de Estado da Fazenda retomar os pagamentos, a gente retoma o projeto. Nossa expectativa é de finalizarmos por volta de abril do ano que vem, inclusive com o seminário na região para a discussão de propostas”, afirmou o professor. (Veja mais na edição 252 da revista DeFato).
O plano foi encomendado pelo Governo do Estado para direcionar as políticas públicas e compensar os efeitos colaterais do desenvolvimento na região. As cidades do Médio Espinhaço (Conceição do Mato Dentro, Serro, Alvorada de Minas, Dom Joaquim, Morro do Pilar e Santo Antônio do Rio Abaixo) estão diretamente ligadas ao projeto Minas-Rio, da Anglo American, e ao da Manabi – que avança em Morro do Pilar.
Com base no que foi feito até o momento, Alisson disse que vários problemas foram detectados, alguns, inclusive, não contemplados nos relatórios de impacto. “Conceição do Mato Dentro é um caso típico. As questões do preço da terra, da habitação, a dificuldade que a região experimenta em serviços básicos, entre outras, não são antecipadas corretamente”, comenta.
Outro assunto destacado é a falta de estrutura viária nos municípios vizinhos. “Aquela saída de Santo Antônio do Rio Abaixo, passando por Santa Maria de Itabira, é um exemplo de como a região como um todo é completamente desestruturada para um empreendimento de grande porte”, afirma o pesquisador. “O que a gente faria justamente agora nessa transição era analisar essas informações. Já temos o diagnóstico e algumas ideias de propostas, mas precisamos consolidá-las”.