Preço da gasolina pode passar dos R$ 4 em Itabira

Proprietários de postos alegam pressão do mercado para aumentar o preço da gasolina em Itabira

Preço da gasolina pode passar dos R$ 4 em Itabira

O preço da gasolina em Itabira pode ter novo aumento nos próximos dias. Segundo informaram proprietários de postos na cidade, o reajuste dependerá do valor de compra do combustível. Ocorre que a Petrobras decidiu elevar o preço da gasolina nas refinarias em 8,1%. A companhia anunciou a alta nessa segunda-feira, 6 de dezembro, e a medida já passou a valer nesta terça-feira.

A alta é justificada pelo comportamento dos preços do petróleo e derivados, além da desvalorização do real. A Petrobras estima que o impacto nas bombas deverá ser de 3,4% para a gasolina, figurando R$ 0,12 por litro. Como em Itabira o combustível já é vendido a R$ 3,90, na média, o resultado da majoração deve ser a comercialização acima dos R$ 4,00. O diesel também foi majorado nas refinarias, em 9,5%.

DeFato Online conversou com donos de postos de combustíveis na cidade que optam por não se identificar. Dentre os empresários ouvidos, uma informação é unânime: não há uma definição ou estimativa de aumento do preço da gasolina nas bombas espalhadas por Itabira. Mas a pressão por aumento existe. Conforme afirmam, se na prática o reajuste for significativo nas distribuidoras, o repasse ao consumidor é inevitável, uma vez que afeta toda a cadeia de comercialização.

Nos postos, proprietários não trabalham com estoques para longa duração. Em média, esse estoque é para até três dias, conforme profissionais do setor. Há, inclusive, empreendimentos que descarregam em suas unidades todos os dias, de acordo com a demanda. Com estoque para pouco intervalo de tempo, o aumento da gasolina em Itabira poderá ser sentido nos próximos dias.

Composição do preço

No país, o mercado de combustíveis é livre e os preços praticados pela revenda não são tabelados. Na composição do preço da gasolina ao consumidor incidem vários fatores: a parcela da Petrobras; o custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina; sem falar no somatório de tributos, como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), PIS/COFINS (Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e o CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). É somado também o custo do transporte e outras despesas.

Nos postos itabiranos, proprietários dizem que a vilã do preço alto é justamente a carga tributária. Sem controle sobre a incidência dos impostos, eles citam a necessidade de um “jogo de cintura” para conseguir praticar preços competitivos no mercado disputado, de modo a cobrir todos os custos de operação. Na cidade, empresários alegam perda entre 30% e 40% na procura dos consumidores, além disso.

“Não aumentamos atoa. Só repassamos”, afirmou uma proprietária de um posto de Itabira.

Empresários itabiranos destacam também que o preço na cidade não pode ser comparado ao mercado de Belo Horizonte, onde o preço médio do combustível na semana passada era de R$ 3,60 conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. “Belo Horizonte não é mercado de comparação. Existe por lá uma briga de distribuidoras. No preço de venda deles, a distribuidora inclusive vende com prejuízo para os postos. Lá é briga de cachorro grande”, contou uma profissional do segmento.