Preço do botijão de gás já subiu 7% e reajustes não vão parar
O preço do botijão de gás de 13 quilos está até 7% mais caro em Belo Horizonte e região metropolitana. O aumento pode variar de R$ 1,50 a R$ 2 nos principais pontos de revenda e distribuição de gás. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg), Alexandre Borjaili, "o aumento está […]
O preço do botijão de gás de 13 quilos está até 7% mais caro em Belo Horizonte e região metropolitana. O aumento pode variar de R$ 1,50 a R$ 2 nos principais pontos de revenda e distribuição de gás. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg), Alexandre Borjaili, "o aumento está cada vez mais abusivo para a população e a tendência para os próximos meses é piorar".
Conforme a Asmirg, as vendas de gás no país caíram 12%, passando de 33 milhões de botijões para 29 milhões entre dezembro e janeiro. "Não há justificativa para esse aumento. O custo de um botijão não passa de R$ 5. Companhias distribuidoras vendem o gás de cozinha por R$ 14 para suas filiais e para nossas revendas praticam um valor na casa dos R$ 33 ou mais", ressalta.
O Sindicato Nacional das Empresas de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) disse em comunicado que "como o mercado tem autonomia para fixar seus preços, cabe ao consumidor pesquisar aquele revendedor que tem condições mais vantajosas".
Na distribuidora Alô Gás, na região Noroeste da capital, o sócio Ernando de Aguiar conta que está difícil alinhar o preço do botijão com a concorrência. "Tive que repassar o aumento. Caso contrário, ficaria no prejuízo", avalia. A distribuidora vende cerca de 40 botijões por dia e possui 1.200 clientes. "A única informação que nos passaram foi que houve reajuste porque as tarifas de serviço de transporte subiram", diz.
A dona de casa Therezinha Argemira do Carmo afirma que a alta no preço do botijão chega a prejudicar seu orçamento e que não há como o consumidor escapar da carestia. "Vou ter que procurar outras alternativas para economizar o gás no meu dia a dia. Vou assar menos bolos e fazer menos doces. Não posso gastar mais do que dois botijões no mês. Está muito caro", afirma.