Prefeitura e Acita querem a siderúrgica da Vale em Itabira
Da esquerda para a direita: o prefeito de Itabira, João Izael e o presidente da Acita, José Antônio
Só uma certeza: Minas Gerais. Mas a cidade que receberá o projeto da Vale, de construção de uma usina siderúrgica, ainda é uma incógnita. Segundo informações repassadas ontem, 10 de junho, na Acita, pelo prefeito João Izael e pelo presidente da instituição empresarial, José Antônio, os dados ainda são escassos e existem muitos boatos e dúvidas.
De acordo com as autoridades, a maior das convicções é que projeto da siderúrgica existe, e entre os 27 estados do Brasil, Minas Gerais foi o escolhido para sua implantação. No entanto, não se sabe ao certo qual é a data para o início das obras nem qual dos 853 municípios será escolhido.
José Antônio disse que, em uma reunião realizada com o gerente de minas da Vale em Itabira, Rodrigo Chaves, não houve o repasse de grandes informações por parte da mineradora.
Abaixo, trechos das falas do presidente da Acita e do prefeito de Itabira.
José Antônio
“Uma siderúrgica já é um investimento que não depende das minas de Itabira, ou seja, é um investimento que pode ficar aqui pelo resto da vida, porque para uma siderúrgica não quer dizer que você precise de ter só o minério da cidade. Então se um dia nosso minério chegar à exaustão, a siderúrgica continuaria. Nós entendemos que é um investimento oportuno; é um clamor da cidade de muitos anos”.
“Após uma reunião no gabinete do prefeito para discutirmos este assunto, fomos até a Vale procurar o Rodrigo Chaves para falar que Itabira definitivamente se candidata, caso venha esse investimento da siderúrgica. E o Rodrigo nos recebeu muito bem. No entanto, ele foi muito claro e falou que não tinha muitas informações sobre o projeto; sabia que o assunto era discutido dentro da Vale, mas o nível de informação era pouca. Marcamos também uma reunião em BH, com o vice-presidente da Cemig, e fomos com algumas entidades, o prefeito foi conosco, o presidente da Câmara, Neidson. O vice-presidente da Cemig, Dr. Almindo Couto, ficou muito entusiasmado com o despertar de Itabira para receber um grande investimento (…). Então ele nos encorajou mais ainda, nos deu consciência que a gente estava no caminho certo, que a gente estava fazendo o que Itabira tem que fazer. Porque nos fomos até a Cemig? Porque recebemos uma informação de que Governador Valadares teria feito uma consulta à Cemig sobre disponibilidade de energia elétrica, para uma grande siderúrgica lá (…)”.
“O vice-presidente garantiu que quanto à energia para Itabira pode deixar por conta da Cemig. Então, depois da Cemig, fomos até a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado e foi uma reunião muito proveitosa. Em seguida, fizemos uma outra reunião no gabinete do João para uma avaliação de como estavam as coisas e tomamos a decisão de que agora já estava na hora de passarmos isso para a comunidade (…). Mas é importante ressaltar que a gente está tomando muito cuidado com esse assunto, porque um investimento assim cria expectativa nas pessoas. Na verdade não tem nada concreto”.
João Izael
“José Antônio já colocou com bastante propriedade o que já aconteceu até agora e o que a gente conseguiu. Vários governos tentaram trazer investimentos para nossa cidade, mas infelizmente não conseguiram. Isso começou com uma pressão muito grande do Lula sobre a Vale dizendo que ela tinha que agregar valores a seu produto, que ela precisava investir mais no Brasil. Aí surgiu esta conversa, não sei se ela [a Vale], de certa forma, sentiu-se obrigada a fazer isso, a conversa da Vale em fazer a siderúrgica”.
“As coisas vão surgindo, inclusive na mídia, que Governador Valadares, através de um deputado [Jayro Lessa – DEM], e isto é uma coisa que me chama muita atenção, vocês verem como faz falta um deputado para nossa cidade., É a força política que já está puxando a bandeira para Valadares. Mas nós já estamos indo atrás e vamos fazer o possível para trazer a siderúrgica, caso ela realmente saia, para Itabira (…)”.